Congresso Nacional de Coloproctologia 2021: "A nossa expectativa é que seja muito gratificante”
28/12/2020 12:54:33
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Congresso Nacional de Coloproctologia 2021: "A nossa expectativa é que seja muito gratificante”

"A nossa expectativa é que seja muito gratificante", afirma a Dr.ª Irene Martins, secretária-geral da Sociedade Portuguesa de Coloproctologia (SPCP) e presidente do XXX Congresso Nacional de Coloproctologia (CNCP).

A reunião magna da Coloproctologia portuguesa, que se realiza habitualmente no mês de novembro, este ano, devido à pandemia, foi adiada para janeiro de 2021. A comissão organizadora iniciou os trabalhos de programação do congresso em janeiro de 2020, mas “estávamos longe de imaginar que o mundo mudaria logo a seguir e que uma pandemia iria alterar as nossas vidas e as nossas prioridades enquanto profissionais de saúde e cidadãos”, lembra a presidente do congresso. Optou-se então por preparar o evento num formato virtual, sem nunca deixar de acreditar e desejar que venha a ser possível o formato presencial, respeitando as normas preconizadas pela DGS, porque “um congresso científico é um ponto de encontro de profissionais da mesma arte, numa discussão acesa de ideias”. Como tal, diz a Dr.ª Irene Martins, “será muito gratificante para nós se conseguirmos levar o barco a bom porto e realizar o nosso congresso num formato híbrido”.

Este congresso, que reúne gastrenterologistas e cirurgiões dedicados ao diagnóstico e tratamento da patologia colorretal, vai abordar as inovações da área, bem como patologias consideradas desafiantes.

A abertura dos trabalhos contará com a colaboração da prestigiada European Society of Coloproctology (ESCP), que realizará a sua 9th Regional Masterclass. Seguem-se depois dois dias de congresso onde a “incontinência fecal” e as “inovações em Coloproctologia” terão lugar de destaque em formato de mesa redonda. Procuramos também debater áreas temáticas desafiantes na prática clínica, como sejam os tumores neuroendócrinos, a endometriose, o prurido anal, a cirurgia do cólon direito com linfadenectomia alargada e o papel da robótica. Em destaque ainda a doença inflamatória intestinal e a patologia anorretal benigna, esta última apresentada em forma de quiz, “modalidade sempre estimulante, sobretudo para os mais novos”.

O programa irá contar com conferencistas de reconhecido mérito nacional e internacional, versando temas como a “abordagem cirúrgica da fístula perianal”, o “rastreio do cancro colorretal” e, como não poderia deixar de ser, “a Coloproctologia em tempo de pandemia”. Para encerrar os trabalhos, foi convidado um psiquiatra para falar sobre “os nós e os laços da relação médico-doente na era digital”, tema que “não poderia ser mais actual nos tempos que vivemos”.

Relativamente à importância que esta reunião possa ter na comunidade científica, a Dr.ª Irene Martins assinala a efeméride da 30.ª edição do congresso, sinónimo de maturidade da SPCP e a parceria com a ESCP, que revela o reconhecimento internacional do trabalho que é realizado em Portugal pelos profissionais da saúde, especificamente na área da Coloproctologia. A médica realça ainda a importância deste congresso para os internos, que terão a oportunidade de apresentar os seus trabalhos. "A nossa grande preocupação é que os internos voltem a ganhar ânimo e alento, depois deste tsunami do COVID-19”. Todas as comunicações livres submetidas irão ser avaliadas por um júri único, e os melhores trabalhos serão apresentados em sessão plenária.

Como consequência da pandemia atual, a Dr.ª Irene Martins explica que nesta área existe “muita patologia que não está a ser diagnosticada atempadamente, porque os serviços tiveram de se reinventar, disponibilizando muitos dos seus profissionais para a área COVID-19". Por outro lado, há muitas ocasiões em que "o próprio doente tem receio de se deslocar ao hospital para realizar exames ou ser submetido a cirurgia, apesar de nós termos capacidade de resposta e nos sentirmos seguros a trabalhar".

Para 2021, a Dr.ª Irene Martins revela que a SPCP tem como objetivos a atribuição de bolsas de estágio e bolsas de investigação, o desenvolvimento e promoção de conteúdos do sítio da internet, a retoma da realização das reuniões regionais em parceria com os serviços de Gastrenterologia, de cirurgia geral e os centros de saúde de cada região, “para divulgar áreas mais práticas de diagnóstico e tratamento da patologia colorretal”, a publicação de novas guidelines das patologias colorretais e a publicação trimestral da Revista Portuguesa de Coloproctologia, “dando possibilidade aos jovens e aos menos jovens de publicar os seus trabalhos".

Para conhecer o programa completo do congresso, inscrições ou informações sobre submissão de resumos, consulte o site da Sociedade Portuguesa de Coloproctologia.


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