Estudo identifica melhorias no diagnóstico da paramiloidose
21/12/2020 15:10:06
Partilhar por emailShare on Google+Partilhar no facebookPartilhar no linkedinPartilhar no twitter
Estudo identifica melhorias no diagnóstico da paramiloidose

Um estudo desenvolvido pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) em doentes com paramiloidose, mais conhecida como a doença dos pezinhos, concluiu permitir "melhorias no diagnóstico" com recurso a câmara de três dimensões.

 

O instituto do Porto explica que o estudo, publicado na revista Frontiers in Neurology, teve por base uma análise quantitativa dos parâmetros de marcha de vários doentes com paramiloidose. No trabalho, que envolveu 30 utentes em diferentes fases de desenvolvimento da doença, os investigadores recorreram a uma câmara de três dimensões para monitorizar os movimentos corporais e, posteriormente, tendo por base um software, extraíram parâmetros relacionados com a marcha.

A investigadora do INESC TEC, a Prof.ª Doutora Maria do Carmo Vilas-Boas, refere que o sistema de câmara de três dimensões "fornece informações quantitativas de marcha que podem ser úteis para apoiar a avaliação clínica durante a deteção e acompanhamento do início da doença, bem como no desenvolvimento de escalas de avaliação mais objetivas para o apoio à decisão médica".

E acrescenta: "Este estudo é o primeiro a nível mundial a avaliar a marcha deste tipo de doentes e a encontrar biomarcadores, ou seja, indicadores mensuráveis da severidade ou da presença de algum estado de doença e da sua evolução".

Segundo a investigadora, o estudo apresentou "resultados promissores" ao detetar diferenças estatísticas nos parâmetros da marcha que não seriam detetáveis por observação humana e o sistema é "fácil de montar e utilizar em ambiente clínico".

"Um portador da mutação que provoca esta doença poderá, eventualmente por rotina, realizar esta análise quantitativa da marcha, ficando o médico com uma informação objetiva, que o pode auxiliar a decidir os próximos passos no tratamento da doença", continua a responsável.

Os investigadores pretendem agora aprofundar este estudo, analisando doentes com paramiloidose e outras neuropatias causadas por outras doenças, bem como portadores da mutação que ainda estão assintomáticos, de forma a entender como é que as alterações motoras indiciam o início da doença.

"O objetivo da nossa investigação passa por contribuir com conhecimento sobre esta condição e para melhor poder diagnosticar e acompanhar a evolução da doença, permitindo assim um melhor ajuste terapêutico", conclui. 

O artigo, intitulado 'Clinical 3-D Gait Assessment of Patients With Polyneuropathy Associated With Hereditary Transthyretin Amyloidosis', envolveu ainda investigadores do Instituto de Engenharia Eletrónica e Telemática de Aveiro (IEETA).

Fonte: Lusa

   


Pesquisa

Publicações

Prev Next

Médico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Farmacêutico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Hematologia e Oncologia, 24, dezembro 2018

15.º Congresso Português de Diabetes, n.3

  SIDA, 37, janeiro/fevereiro 2019