“Apesar das várias iniciativas digitais, o III Encontro Nacional da SPPSM destaca-se”
11/11/2020 11:06:04
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“Apesar das várias iniciativas digitais, o III Encontro Nacional da SPPSM destaca-se”

"Embora sendo não presencial, vamos manter a qualidade elevada dos conteúdos científicos, dos oradores e a possibilidade de interação com os participantes”. Esta é a garantia que a presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM), Dr.ª Maria João Heitor, tem em relação ao III Encontro Nacional da SPPSM. Em entrevista à News Farma, a especialista mencionou alguns dos temas que vão marcar esta edição, tais como, as “Ruturas e continuidades da vida psíquica”, ou “O papel das crises”, e também quais as suas novidades. Leia a entrevista completa.

News Farma (NF) |Tendo em conta o atual período pandémico que atravessamos, em que moldes se vai realizar esta edição da reunião?

Dr.ª Maria João Heitor (MJH) | O III Encontro Nacional da SPPSM vai decorrer num novo modelo, virtual, com recurso a uma plataforma digital de comunicação. Embora sendo não presencial, vamos manter a qualidade elevada dos conteúdos científicos, dos oradores e a possibilidade de interação com os participantes. 

As Secções da SPPSM vão apresentar sete simpósios em que o tema geral - "Rupturas e continuidades da vida psíquica. O papel das crises" - é abordado nas suas várias dimensões, e há um oitavo simpósio com representantes de futuras Secções. Vamos, ainda, ter cinco sessões plenárias com convidados internacionais.

 

NF| Qual a importância da realização desta iniciativa para a comunidade científica?

MJH| Numa altura conturbada, e apesar das inúmeras iniciativas digitais que têm proliferado ao longo da pandemia, algumas das quais com a participação e patrocínio da SPPSM, este Encontro destaca-se, pois congrega num único evento uma série de áreas da Psiquiatria e Saúde Mental, representadas pelas Secções da Sociedade (Sexualidade Humana; Psiquiatria Biológica; Psico-Oncologia; Primeiro Episódio Psicótico; Psicopatologia e Filosofia da Psiquiatria; Psiquiatria Forense; Prática Privada e Convencionada), e por algumas das futuras novas Secções.

É também uma oportunidade para que peritos internacionais partilhem os seus saberes e experiências em várias áreas, como sejam a psiquiatria do século XXI, medicina personalizada, prevenção das psicoses, psiconeuroimunologia e doença bipolar.   

A comunidade científica vai ter oportunidade de assistir e participar, em dois dias, a uma panóplia de temas com impacto na sua prática e vida diária.

 

NF| A quem se destina?

MJH | O tema do Encontro, "Rupturas e continuidades da vida psíquica. O papel das crises", é suficientemente lato e transversal para interessar a múltiplos profissionais, pluridisciplinares, que se dedicam à saúde mental. Os nossos públicos-alvo são médicos psiquiatras e de outras especialidades (por ex., Neurologia, Medicina Geral e Familiar), médicos internos na sua maioria de Psiquiatria, e outros grupos profissionais (tais como, enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais). Além disso, contamos com a presença de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e de outras Organizações Não Governamentais (ONG) que atuam em áreas afins da Psiquiatria e Saúde Mental, algumas das quais têm sido nossas parceiras em ações ligadas à defesa dos direitos das pessoas com doença mental (advocacy). O Encontro também se dirige a investigadores ligados a áreas relevantes da Psiquiatria.

 

NF | Em relação ao programa científico, que temas gostaria de destacar e porquê?

MJH | O programa foi cuidadosamente preparado com a excelente colaboração das secções da Sociedade e da comissão organizadora, por isso é difícil destacar temas, todos eles são importantes e interessantes. Com o mote da crise pandémica e económica em que estamos mergulhados, procurou-se debater áreas que se intersetem com a vida psíquica em múltiplas vertentes: transições e incerteza; novas interações com os doentes (telepsiquiatria; abordagens terapêuticas inovadoras no setor público e privado); intervenção precoce na doença mental grave; ansiedade, depressão e medicina personalizada; stress e imunologia; casos atípicos de COVID-19; aspetos de ligação com outros campos da medicina como a oncologia e os cuidados paliativos; interface entre justiça e saúde em contexto de pandemia COVID-19; crises e sexualidade; investigação em psiquiatria e a psiquiatria do século XXI. 

 

NF | Gostava de destacar mais algum momento?

MJH | Sim, vamos ter um Simpósio dedicado a algumas das futuras Secções da Sociedade (Psiquiatria Geriátrica; Arte e Psiquiatria; Saúde Mental da Mulher; Psiquiatria da Adição; Estética e Psiquiatria). Isto permite dar a conhecer aos sócios e à comunidade científica, em geral, quais as futuras áreas diferenciadas nas quais a SPPSM também estará em breve representada. 


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