Cancro digestivo: SPG e Europacolon alertam para necessidade de diagnóstico precoce
30/09/2020 13:02:22
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Cancro digestivo: SPG e Europacolon alertam para necessidade de diagnóstico precoce

No dia em que se assinala o cancro digestivo, a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) e a Europacolon Portugal – Associação de Apoio ao Doente com Cancro Digestivo alertam para a necessidade de um diagnóstico precoce e para o impacto dos atrasos causados pela pandemia no diagnóstico e no tratamento destes doentes em Portugal.

Desde março que se regista uma redução acentuada do número de exames de rastreio e diagnóstico realizados em Portugal. Face a esta diminuição, os cidadãos devem procurar rastreio antecipadamente, de forma a garantir a segurança na realização dos exames necessários. A SPG e a Europacolon recomendam ainda uma estratégia com as várias entidades envolvidas para retomar e continuar a prevenção destas doenças.

O presidente da SPG, Prof. Doutor Rui Tato Marinho, defende a necessidade de “uma atitude preventiva dos cidadãos” e sublinha que “a deteção precoce destas patologias é essencial. O médico gastrenterologista tem um papel fundamental no diagnóstico precoce e tratamento do cancro digestivo com a realização de exames, como a colonoscopia” e acrescenta ainda que, “apesar dos tempos difíceis que vivemos, o cancro digestivo não pode ser esquecido. As pessoas podem confiar nas instituições de saúde que estão preparadas para recebê-las, de forma segura. Devemos reunir esforços com uma estratégia conjunta e determinada”.

Para o presidente da Europacolon, Dr. Vitor Neves, “é urgente a retoma do acompanhamento dos doentes não COVID-19, a abertura dos centros de saúde onde, após a análise de sintomas, se referenciam os doentes para as consultas de especialidade e também a implementação imediata do rastreio de base populacional do cancro do intestino no nosso país”.

O cancro digestivo é responsável pelo aparecimento de quase 1.500 novos casos por mês. No caso do cancro do cólon e reto o rastreio deve ser realizado por colonoscopia, sendo este um exame que permite, ao mesmo tempo, a visualização direta e total do intestino, permitindo o diagnóstico e o tratamento definitivo de algumas lesões que antecedem o cancro.

Um terço dos novos casos de cancro diagnosticados, todos os anos, podem ser prevenidos e outro terço curado, se forem detetados e tratados numa fase precoce. O rastreio deve iniciar-se aos 50 anos. Anualmente estima-se que surjam cerca de 10 mil portugueses com este cancro.


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