Risancizumab alcança melhores resultados no tratamento de lesões da pele do que secucinumab
24/06/2020 14:57:08
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Risancizumab alcança melhores resultados no tratamento de lesões da pele do que secucinumab

A AbbVie, uma biofarmacêutica global de investigação, anunciou novos dados comparativos de um estudo de Fase 3b que demonstram que risancizumab alcança percentagens superiores de pele livre de lesões comparativamente com secucinumab à semana 52.

 

Cerca de 66% dos doentes com psoríase tratados com risancizumab alcançaram pele totalmente livre de lesões — melhoria de 100% no Psoriasis Area and Severity Index (PASI 100) — comparativamente com 40% dos doentes tratados com secucinumab, à semana 52 (p<0,001).

Estes novos resultados comparativos do IMMerge, um estudo aberto de Fase 3b, foram partilhados numa apresentação online na reunião anual virtual da American Academy of Dermatology (AAD). A AbbVie tinha já anunciado resultados de primeira linha deste estudo, em janeiro.

"Vi já em primeira mão como alcançar e manter uma pele totalmente livre de lesões pode ter um impacto realmente positivo na vida dos meus doentes com psoríase”, afirmou o investigador principal do estudo, o Prof. Doutor Richard B. Warren, docente e consultor honorário em Dermatologia do Centro de Dermatologia do Salford Royal NHS Foundation Trust, da Universidade de Manchester.

“Estes novos dados são muito importantes, pois comprovam que uma pele totalmente livre de lesões constitui um objetivo terapêutico realista para os doentes com psoríase”, acrescentou.

Risancizumab atingiu ambos os objetivos primários de resposta PASI 90 de não inferioridade em relação a secucinumab à semana 16 e de superioridade relativamente a secucinumab à semana 52. À semana 16, 74% dos doentes tratados com risancizumab tinham atingido resposta PASI 90, comparativamente com 66% dos doentes tratados com secucinumab. Dos doentes tratados com risancizumab, 87% atingiram resposta PASI 90 à semana 52, comparativamente com 57% dos doentes tratados com secucinumab (p<0,001).

Resultados adicionais demonstraram que uma percentagem de doentes significativamente superior tratados com risancizumab alcançou uma Avaliação Global pelo Médico estática (sPGA) de "pele limpa" ou "quase limpa" (sPGA 0/1), comparativamente com os doentes tratados com secucinumab, à semana 52 (88% vs. 58%, respetivamente, p<0,001).

Os dados de segurança demonstraram que o perfil de segurança de risancizumab foi consistente com o observado em estudos previamente notificados, sem novos sinais de segurança observados à semana 52. As taxas de acontecimentos adversos (AA) foram comparáveis entre risancizumab e secucinumab.

Os AA mais frequentes foram nasofaringite, infeção do trato respiratório superior, cefaleia, artralgia e diarreia. As taxas de AA graves foram de 5,5% no grupo de risancizumab e 3,7% no grupo de secucinumab. Os acontecimentos adversos que conduziram a descontinuação do fármaco em estudo representaram 1,2% no grupo de risancizumab e 4,9% no grupo de secucinumab. Não ocorreram óbitos em qualquer um dos grupos de tratamento.

Risancizumab está a ser desenvolvido numa colaboração entre a Boehringer Ingelheim e a AbbVie, ficando esta última responsável pelo desenvolvimento e pela comercialização a nível global.


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