Cientistas desvendam papel de proteína que ajuda a perceber doenças neurodegenerativas
13/05/2020 14:57:11
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Cientistas desvendam papel de proteína que ajuda a perceber doenças neurodegenerativas

Uma equipa internacional, que envolveu um investigador do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S), desvendou funções numa proteína que pode vir a ser fundamental para perceber algumas doenças neurodegenerativas. A informação foi revelada esta quarta-feira, dia 13 de maio.

 

O i3S revela que o estudo, publicado na capa da revista Developmental Cell, desvendou “o papel crucial” da proteína RILP na “limpeza e reciclagem” dentro das células do sistema nervoso central, comummente conhecido como autofagia.

Esta proteína também controla o transporte dos resíduos das células para os “centros de reciclagem especializados (autofagossomas)”, esclarece o instituto da Universidade do Porto, acrescentando que “a descoberta destas funções da RILP são fundamentais para compreender algumas doenças neurodegenerativas que resultam da acumulação de detritos celulares e do caos no transporte intracelular nos neurónios”.

O estudo, desenvolvido por cientistas da Columbia University, em Nova Iorque, em colaboração com o investigador do i3S, o Prof. Doutor Tiago Dantas, mostra “precisamente a importância da proteína RILP no processo de reciclagem dos neurónios, em que os motores têm de transportar as vesículas por longas distâncias”.

O Prof. Doutor Tiago Dantas esclarece que a abundância desta proteína na célula “estimula o bom funcionamento do processo de reciclagem”, assim como “controla o momento adequado em que as vesículas de reciclagem se ligam aos motores para serem transportadas das extremidades até ao centro da célula, onde se agrupam em grandes centros de reciclagem”.

“Muitas das doenças neurodegenerativas resultam do mau funcionamento do tráfego dentro das células nervosas, quer pela simples acumulação de resíduos que não seguem corretamente para a reciclagem, quer por haver um tráfego descontrolado e caótico que impede o bom transporte de outros componentes essenciais nas diferentes partes da célula”, refere. Neste sentido, a proteína transforma-se numa “peça fulcral para evitar o caos no transporte celular”.

De acordo com o investigador, o objetivo da equipa a “longo prazo” passa por desenvolver novas terapias que melhorem a reciclagem e o transporte intracelular de modo a “reduzir a neurodegeneração”.

Fonte: Lusa


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