APCL alerta para importância do diagnóstico precoce e tratamento da leucemia mieloide aguda
21/04/2020 15:20:18
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APCL alerta para importância do diagnóstico precoce e tratamento da leucemia mieloide aguda

A propósito do Dia Mundial de Sensibilização para a Leucemia Mieloide Aguda (LMA), assinalado hoje, dia 21 de abril, a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) e a Astellas Farma juntam-se para alertar para a importância de, mesmo em tempos de pandemia, diagnosticar e tratar o mais cedo possível esta patologia, de forma a que os doentes tenham maior probabilidade de sobreviver.

 

“Os sintomas dos cancros do sangue podem ser, infelizmente, pouco específicos, confundindo-se por vezes com os de uma gripe ou até com a COVID-19. No caso da leucemia mieloide aguda (LMA), cansaço, febre, falta de ar, hematomas, fraqueza e infeções são os sintomas mais comuns”, esclarece a Prof.ª Doutora Maria Gomes da Silva, diretora do Serviço de Hematologia Clínica do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa e membro da APCL.

Nesse sentido, a especialista considera ser “muito importante estar atento aos sintomas e fazer o diagnóstico, de forma a poder avançar com os tratamentos o mais precocemente possível, até porque a LMA desenvolve-se e piora rapidamente a menos que seja tratada”, frisa.

Neste Dia Mundial de Sensibilização para a Leucemia Mieloide Aguda “o nosso objetivo é chamar a atenção para estes sintomas de alerta e para a necessidade de procurar um médico quando eles se apresentam. Um diagnóstico e tratamento precoce podem aumentar a probabilidade de sobrevivência destes doentes”, reforça a Prof.ª Doutora Maria Gomes da Silva.

A LMA é a mais comum das leucemias agudas, sendo responsável por cerca de 25% dos casos. Afeta tanto adultos como crianças, mas a sua incidência aumenta com o envelhecimento, sendo que a taxa de sobrevivência pode ser limitada. Cerca de um terço dos doentes terá uma mutação no gene FLT3, que pode resultar numa progressão mais rápida da doença, em maiores taxas de reincidência e menores taxas de sobrevivência do que outras formas de LMA. Contudo, são conhecidas já muitas outras alterações genéticas que podem influenciar positivamente ou negativamente o prognóstico.

O diagnóstico é feito através de análises ao sangue, aspirado da medula óssea, um estudo dos cromossomas, imunofenotipagem e estudos moleculares. Por sua vez, o tratamento passa, na maioria dos casos, por quimioterapia, e eventualmente transplante de células estaminais, estando em desenvolvimento terapias-alvo focadas em defeitos genéticos ou proteínas específicas das células leucémicas, imunoterapia e outros novos tratamentos ainda em fase de ensaio clínico.

Nesta altura de confinamento devido à pandemia de COVID-19, a APCL recomenda aos doentes com LMA e outros cancros do sangue que não abandonem os seus tratamentos que sigam todas as recomendações dos seus médicos assistentes e das unidades hospitalares onde são acompanhados. A associação recomenda ainda aos doentes que se aconselhem junto dos profissionais de saúde que habitualmente os assistem sobre as formas de acompanhamento, necessidade de consultas e meios de diagnóstico. 


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