Necessárias menos injeções com aflibercept do que com ranibizumab para o tratamento da degenerescência macular da idade
03/04/2020 15:57:15
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Necessárias menos injeções com aflibercept do que com ranibizumab para o tratamento da degenerescência macular da idade

Os resultados de uma metanálise de rede que comparou os resultados visuais e a carga de tratamento entre uma solução de aflibercept para injeção intravítrea e ranibizumab, em regime do tipo tratar e estender (T&E), foram recentemente publicados no jornal Advances in Therapy. De acordo com o estudo, os doentes com degenerescência macular relacionada com a idade exsudativa (DMI exsudativa) que receberam aflibercept alcançaram e mantiveram ganhos semelhantes na acuidade visual com menos seis injeções, durante um período de dois anos, em comparação com o ranibizumab.

 

“Estes resultados ajudam a preencher lacunas na evidência clínica sobre o ganho e manutenção dos resultados visuais e a carga de tratamento associada às terapêuticas anti-VEGF”, afirmou o Dr. Patrick Bussfeld, vice-presidente e chefe de assuntos médicos de Oftalmologia da Bayer.

“Embora a análise constatasse que os ganhos de visão fossem comparáveis entre os regimes T&E de aflibercept e ranibizumab durante o período de dois anos, os doentes puderam alcançar esses resultados com menos seis injeções de aflibercept”, acrescentou o responsável.

A comparação indireta demonstrou que, após 24 meses de tratamento, as intervenções tiveram eficácia comparável em relação ao número de letras ETDRS (Early Treatment Diabetic Retinopathy Study) obtidas (M1: −2,29 [−8,10, 3,58]; M2: −0,55 [−6,34, 5,29]). O aflibercept foi associado a menos seis injeções desde a avaliação inicial até aos 24 meses vs um regime T&E com ranibizumab (M1: −6,12 [−7,60, −4,65]; M2: −5,93 [−7,42, −4,45]).

Além disso, o projeto incluiu dados de seis estudos clínicos aleatorizados separados, identificados por meio de uma revisão sistemática da literatura (ALTAIR, VIEW 1 e 2, CATT, CANTREAT e TREX-AMD), em outubro de 2018. A análise utiliza dados individuais de doentes para definir uma ligação entre o ALTAIR, que avaliou o regime T&E de aflibercept intravítreo, e os outros estudos, ajustando as diferenças entre os mesmos.

No estudo ALTAIR, até 60% dos doentes foram capazes de atingir intervalos entre injeções de três meses (intervalo de 12 semanas) ou mais, enquanto mais de 40% atingiram intervalos entre injeções de quatro meses (intervalo de 16 semanas), resultando numa baixa carga de tratamento ao longo de dois anos.

A DMI exsudativa é uma doença da retina central que pode progredir rapidamente sem tratamento adequado e contínuo. Ao utilizar um regime T&E com terapêutica intravítrea anti-VEGF, após um número definido de doses iniciais fixas, os médicos podem ajustar o intervalo de tratamento às necessidades individuais de cada doente, aumentando ou diminuindo gradualmente o intervalo entre injeções, dependendo da atividade da doença.


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