Stock de insulina no país é suficiente, garantem associações
27/03/2020 15:11:25
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Stock de insulina no país é suficiente, garantem associações

A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), bem como a Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD), a Sociedade Portuguesa de Endocrinologia Diabetes e Metabolismo (SPEDM) e o Núcleo de Estudos da Diabetes Mellitus (NEDM) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), garantem que não há rutura de stock de insulina no país. Se, por um lado, a APDP adianta que a informação lhe foi dada pela Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), as restantes associações asseguraram o abastecimento suficiente de insulina junto da Associação Nacional de Farmácias (ANF) e da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (APIFARMA).

 

“Queremos tranquilizar as pessoas com diabetes que possam temer não ter medicamentos para as próximas semanas. Perante a denúncia de escassez de insulina feita hoje pela comunicação social, falámos com o Infarmed, que nos garantiu que as empresas que fabricam este medicamento estão a reforçar os stocks de forma a garantir que não há falhas de fornecimento durante esta crise que atravessamos”, sublinha o Dr. José Manuel Boavida, presidente da APDP.

“Atempadamente, as principais companhias farmacêuticas que operam na área das insulinas abasteceram o mercado com mais 20% de insulina. Apelamos a todos os cidadãos para que, no momento da aquisição de medicamentos e de outros produtos de saúde, adotem uma atitude responsável e evitem a aquisição de produtos de saúde em número superior às suas reais necessidades”, acrescentam as restantes Sociedades científicas.

O presidente da APDP garante também que continuará “a acompanhar atentamente esta situação e aconselhar todas as pessoas com diabetes a adquirir apenas as quantidades de medicamentos de que realmente necessitam, para que não se registem demoras na reposição de stocks nas farmácias. O açambarcamento é grave no que toca aos produtos alimentares e também no que toca aos medicamentos”, salienta.

Perante a declaração do estado de emergência, em vigor desde o dia 18 de março, a APDP relembra ainda ter recomendado que todas as pessoas com diabetes deveriam ter em casa medicação suficiente para dois meses, devido ao aumento da previsão de duração da epidemia. Deveriam ainda ter material de autovigilância e toda a medicação que tomam habitualmente para outras doenças, nomeadamente para o aparelho cardiovascular e medicação para a febre, como o paracetamol.

A APDP criou uma linha de atendimento telefónico gratuito para prestar aconselhamento especializado às pessoas com diabetes, evitar deslocações desnecessárias e reduzir a possibilidade de contágio no período em que durar pandemia de covid-19. Numa primeira fase, o novo serviço está disponível das 8h00 às 20h00, incluindo fins-de-semana, através do número 21 381 61 61.

Por seu turno, a SPD, a SPEDM e a SPMI encontram-se no processo final de criação de uma linha de informação, que possibilitará aos cidadãos esclarecer todas as dúvidas junto dos médicos.

As três entidades terminam com um agradecimento a todos os profissionais de saúde, agentes e colaboradores que integram o circuito do medicamento e cidadãos, sublinhado que “juntos e com informação rigorosa, é mais fácil ultrapassar esta pandemia”.

 


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