Farmácias apelam à intervenção do Governo no acesso a materiais de proteção individual
25/03/2020 16:27:21
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Farmácias apelam à intervenção do Governo no acesso a materiais de proteção individual

A Associação Nacional das Farmácias (ANF) pede a intervenção do Governo, no sentido de repor o abastecimento de produtos de primeira necessidade para combater a crise sanitária provocada pelo novo coronavírus.

 

“Máscaras, gel desinfetante, paracetamol, termómetros, matéria-prima para manipulados e equipamento de proteção individual desapareceram quase totalmente das farmácias”, alerta a direção da ANF, em carta ao primeiro-ministro.

De acordo com a entidade, as farmácias “vêem-se forçadas a abandonar à sua sorte muitas pessoas, cujas necessidades não conseguem satisfazer”. Para adquirirem esses produtos, “têm de pagar preços especulativos e, mesmo assim, não conseguem adquirir quantidade suficiente” para garantir a segurança das suas próprias equipas e de instituições, como lares de idosos.

“Como contributo para o restabelecimento da normalidade do mercado, a ANF entregou à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) um dossier de 100 páginas com faturas e propostas comerciais apresentadas às farmácias por dezenas de empresas nacionais e importadoras, na sua maioria estranhas ao mercado de produtos farmacêuticos”, adianta a Associação.

Frascos de 30 ml de álcool em gel a cinco euros, máscaras entre sete e 38 euros, garrafões de cinco litros de desinfetante a 79 euros e termómetros a 97 euros são alguns dos preços de aquisição que estão a ser propostos às farmácias, acrescenta a ANF. A entidade felicita também “a ASAE pelas suas ações com vista a normalizar o funcionamento do mercado” e disponibiliza-se para contribuir permanentemente com informação.

O organismo realça que o preço de venda ao público destes produtos de primeira necessidade para o combate ao covid-19 é livre, bem como a sua comercialização por uma multiplicidade de pequenos estabelecimentos e cadeias comerciais. Nesse sentido, a ANF revela ter recomendado às 2.750 farmácias suas associadas que pratiquem margens de comercialização até ao limite de 17,5%, que se aplica aos medicamentos sujeitos a receita médica comparticipados.

“Sendo a margem legal das farmácias portuguesas a mais baixa da Europa, será inequívoco o contributo responsável e transparente da nossa rede no combate à pandemia”, conclui a entidade.


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