“Não se pode baixar a guarda no combate à tuberculose”, alerta SPP

24/03/20
“Não se pode baixar a guarda no combate à tuberculose”, alerta SPP

 No âmbito do Dia Mundial da Tuberculose, assinalado hoje, dia 24 de março, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) reforça que a doença tem ainda uma elevada morbimortalidade, razão pela qual “não se pode baixar a guarda no seu combate”, mesmo nos países desenvolvidos.

 

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a patologia foi responsável pela morte de 1,5 milhões de pessoas, em 2018: “Os grupos mais afetados são os das populações com menores rendimentos e aqueles em situações mais vulneráveis, incluindo as pessoas infetadas pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH), para as quais a tuberculose é a principal causa de morte”, esclarece o Dr. António Domingos, pneumologista do Centro Hospitalar do Oeste e coordenador da Comissão de Trabalhos de Tuberculose da SPP.

Quanto à incidência em Portugal, esta ficou na casa dos 15,4 por 100 mil habitantes, em 2018. Segundo o médico pneumologista, “temos assistido a uma diminuição da notificação de tuberculose nos últimos anos, embora haja uma grande assimetria no nosso país. Os distritos de Porto e Lisboa, centros de elevada concentração populacional, têm uma taxa mais elevada - em 2018 estavam acima dos 20 casos por 100 mil habitantes e, por exemplo, só o concelho da Amadora atingia uma cifra superior a 40 casos por 100 mil habitantes”, acrescenta o responsável.

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são, para o especialista, dois dos principais pilares para que se possa diminuir o número de casos no nosso país.

“O diagnóstico é fácil, tem tratamento eficaz, embora prolongado e com alguns efeitos secundários, e é importante apostar-se nisto para se conseguir diminuir os números e caminhar para uma erradicação da doença a médio-longo prazo”, conclui Dr. António Domingos.

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