Pulmonale é o mais recente membro do MOVA
12/02/2020 15:07:15
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Pulmonale é o mais recente membro do MOVA

O Movimento Doentes pela Vacinação (MOVA) acaba de receber um novo membro: a Associação Portuguesa de Luta contra o Cancro do Pulmão (Pulmonale). A organização junta-se, desta forma, à Respira, à Fundação Portuguesa do Pulmão, ao Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias da APMGF, à Liga Portuguesa Contra a Sida, à Associação Portuguesa de Asmáticos, à Associação Portuguesa de Insuficientes Renais, à Federação Portuguesa das Associações de Pessoas com Diabetes, à Liga Portuguesa Contra o Cancro, à Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca e à Associação Portuguesa dos Enfermeiros de Reabilitação.

 

Sabe-se que quem sofre de doença oncológica tem, em média, 30 a 40% maior probabilidade de contrair pneumonia pneumocócica. Também a taxa de mortalidade é superior – quando comparados casos de pneumonia em doentes com e sem cancro, o risco de morte por doença por pneumococos é, no mínimo, duas vezes mais elevado.

De acordo com o 13.º Observatório Nacional das Doenças Respiratórias, “o número de novos casos de cancro do pulmão, em Portugal, segundo estimativas da Agência Internacional de Observação da Doença Oncológica (Globocan 2018) serão de cerca de 52 mil sendo de quatro mil nos homens e 12 mil nas mulheres. Ainda, para Portugal, o cancro do pulmão será o 4.º em incidência.”

Existe, desde junho de 2015, uma Norma da Direção Geral da Saúde (DGS), que recomenda a vacinação antipneumocócica a todos os adultos (pessoas com mais de 18 anos) pertencentes aos grupos de risco, nomeadamente diabéticos, doentes oncológicos, pessoas com asma, DPOC ou doença cardíaca crónica. Também recomendada para estes e outros grupos, a vacinação antigripal desempenha um papel fundamental na prevenção.

Entre os doentes oncológicos, pessoas com doença neoplásica ativa são consideradas grupos de alto risco. Estão, por isso, entre aqueles que têm direito à vacinação antipneumocócica sem quaisquer custos.

A prevenção da pneumonia e de outras doenças graves é fundamental e deve ser uma prioridade ao longo da vida. Em Portugal, ainda são poucos os vacinados, sobretudo entre os grupos de risco e alto risco. Movimento de cidadania, o MOVA tem como principal objetivo a sensibilização da população, dos profissionais de saúde e dos decisores políticos para a importância da vacinação na idade adulta.

"A vacinação deve ser uma preocupação de todos, e deve estar presente em todas as fases das nossas vidas, sobretudo naquelas em que estamos mais fragilizados – casos de doença ou de envelhecimento do nosso organismo.O primeiro passo é sensibilizar a população. Mesmo no caso de quem está recomendado e/ou pertence aos grupos de alto risco (com acesso gratuito à vacina contra a pneumonia), as taxas de vacinação são extremamente baixas", explica a Dr.ª Isabel Saraiva, presidente da Respira, fundadora do MOVA e presidente da Fundação Europeia do Pulmão. "Um inquérito que lançámos no ano passado revelou que entre os grupos em maior risco de contrair pneumonia, apenas 44,62% tinha sido aconselhado a vacinar-se", acrescenta.

Movimento de cidadania, o MOVA foi fundado há quase três anos pela Respira, com o apoio da Fundação Portuguesa do Pulmão e do GRESP. Seguiu-se a entrada da Liga Portuguesa Contra a Sida, da Associação Portuguesa de Asmáticos, da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais e da Federação Portuguesa das Associações de Pessoas com Diabetes, a quem juntou, ainda em 2019, a Liga Portuguesa Contra o Cancro, a Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca e Associação Portuguesa dos Enfermeiros de Reabilitação. Com a entrada da Pulmonale, o MOVA é agora composto por 11 entidades dispostas a trabalhar em conjunto para informar, sensibilizar e promover os direitos dos seus doentes.

“A entrada da Pulmonale vai-nos permitir chegar a uma das principais populações de alto risco. Esperamos, com esta aproximação, contribuir para uma maior sensibilização deste grupo para a importância da prevenção, e aumentar a taxa de vacinação nesta população”, conclui a Dr.ª Isabel Saraiva.

 

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