Dermatite atópica atinge cerca de 20% das crianças
11/02/2020 16:33:06
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Dermatite atópica atinge cerca de 20% das crianças

A 19.ª Reunião da Primavera da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) terá lugar no dia 18 de abril, no Hotel Meliá Ria, em Aveiro. O evento deste ano está subordinado à dermatite atópica, uma doença inflamatória cutânea que atinge até 20% das crianças e 2 a 5% dos adultos.

 

“Na última década surgiram grandes avanços científicos nesta área e novos tratamentos, motivos pelos quais decidimos dedicar o tema da Reunião de Primavera a esta patologia. O objetivo é dotar os médicos especialistas em Imunoalergologia de todo o know-how científico para tratarem os seus doentes”, explica a Prof. Doutora Cristina Lopes, coordenadora do Grupo de Interesse de Alergia Cutânea da SPAIC.

Caraterizada pela secura, comichão e descamação da pele, a dermatite atópica interfere na qualidade de vida dos doentes a nível psicossocial, sendo que “nas formas moderadas a graves, estes doentes têm, muitas vezes, fobia social, principalmente quando a dermatite atinge a face e as mãos”, esclarece a especialista.

A doença afeta também o sono devido à comichão que provoca, levando a “menor capacidade de concentração e conduzindo a um menor rendimento escolar e laboral”, para além da “ardência e dor associada nas lesões mais extensas, essencialmente na fase aguda, e que surgem quer de forma espontânea, quer quando em contato com substâncias que possam ser irritativas”, acrescenta a responsável.

Nesse sentido, a Prof. Doutora Cristina Lopes considera que os imunoalergologistas têm um papel essencial na abordagem destes doentes, na medida em que “conseguem ver a dermatite atópica como a doença sistémica que é e não apenas uma doença confinada à pele. O imunoalergologista é um especialista que consegue tratar no mesmo individuo, em todo o seu percurso de vida, todas as comorbilidades alérgicas que acompanham a dermatite”, sublinha.

Alguns dos temas em destaque na reunião prendem-se com os mecanismos que provocam e perpetuam a doença, as formas de diagnóstico, os novos tratamentos e o ponto de situação em Portugal no que toca ao registo dos doentes com patologia mais grave: “Será certamente uma ótima oportunidade para atualizar conceitos e para fomentar a troca de experiências e perspetivas”, conclui a especialista.

Fique a par do programa científico completo e de todas as informações aqui.

 

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