Identificados novos casos de mutilação genital feminina em Lisboa
07/02/2020 16:41:00
Partilhar por emailShare on Google+Partilhar no facebookPartilhar no linkedinPartilhar no twitter
Identificados novos casos de mutilação genital feminina em Lisboa

Os profissionais de saúde da região de Lisboa registaram 129 casos de mutilação genital feminina em 2019, o dobro em relação a 2018, ano em que foram conhecidos 64 casos, revelou ontem o Dr. António Sales, secretário de Estado da Saúde. Os dados fazem parte do primeiro balanço do projeto “Práticas Saudáveis - Fim à Mutilação Genital Feminina”, apresentado ontem, no dia em que assinalou o Dia Internacional da Tolerância Zero à prática, em Lisboa.

 

Para o responsável, o aumento do número de casos reflete o sucesso do projeto no que toca à sensibilização dos profissionais de saúde para o diagnóstico da prática.

“Houve um maior número de registos na plataforma de dados de saúde, significa que há mais identificação e sinalização dos casos, e isso reflete uma maior capacitação dos profissionais de saúde para identificarem aquilo que são as consequências de uma mutilação”, reiterou a Prof. Doutora Rosa Monteiro, secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, acrescentando que, no entanto, as 68 ações de formação realizadas mostraram que os profissionais não conseguiam, muitas vezes, diagnosticar casos de mutilação.

Em 2019, deu-se a formação de 1176 profissionais de saúde e da educação para esta área a propósito do projeto “Práticas Saudáveis”, desenvolvido em cinco agrupamentos de centros de saúde na Área Metropolitana de Lisboa, nas zonas com maior população em risco. São estas Almada-Seixal, Amadora, Arco Ribeirinho, Loures-Odivelas e Sintra.

Para a secretária de Estado da Cidadania e Igualdade, os educadores são essenciais na deteção precoce de situações de risco, ao qual o secretário de Estado da Saúde acrescentou que a escola é o espaço de excelência para a promoção e sensibilização do tema.

Pretende-se alargar o projeto a mais áreas, incluindo, já em 2020, mais cinco agrupamentos dos centros de saúde de Cascais, Estuário do Tejo, Lisboa Central, Lisboa Ocidental e Oeiras, e Lisboa Norte.

Lançado em 2018, o projeto é coordenado em parceria entre a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e o Alto Comissariado para as Migrações.

 

Fonte: Lusa

Pesquisa

Publicações

Prev Next

Médico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Farmacêutico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Hematologia e Oncologia, 24, dezembro 2018

15.º Congresso Português de Diabetes, n.3

  SIDA, 37, janeiro/fevereiro 2019