Apifarma debate o papel das análises clínicas na deteção e controlo da diabetes
29/01/2020 17:36:52
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Apifarma debate o papel das análises clínicas na deteção e controlo da diabetes

A conferência subordinada ao tema “O Valor do Diagnóstico para o Sistema de Saúde e para o Cidadão – O caso da diabetes” terá lugar no dia 30 de janeiro, no Centro de Congressos de Lisboa, localizado na Junqueira. O evento, organizado pela Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), colocará em destaque o papel das análises clínicas na deteção e controlo da diabetes, bem como o seu impacto na qualidade de vida neste doente.

 

A apresentação quanto ao impacto da diabetes em Portugal, o estudo sobre o valor do diagnóstico para a diabetes, desenvolvido em colaboração com o Centro de Investigação Sobre Economia Portuguesa (CISEP), e a mesa redonda que abordará o diagnóstico e a decisão na diabetes são alguns dos painéis contemplados no programa do evento, que contará com a presença da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) e do Dr. António Sales, Secretário de Estado da Saúde.

Para além disso, a Comissão Especializada de Meios de Diagnóstico in vitro (Div) colocará em debate o papel das análises clínicas na deteção e controlo da doença, analisando o caso particular da diabetes.

Os resultados preliminares indicam que os meios de diagnóstico têm um triplo benefício. Trata-se, em primeiro lugar, de um benefício clínico, ao dotarem os médicos de informação de suporte à decisão, na medida em que cerca de 66% das decisões são influenciadas pelos resultados das análises. Em segundo lugar, há um benefício de teor económico, ao permitirem poupanças resultantes de melhores decisões por parte dos profissionais de saúde. Por fim, os meios de diagnóstico com base nas análises permitem uma melhor qualidade de vida dos doentes, mediante a comparação dos resultados de diferentes terapêuticas.

O Div é encarado como um instrumento terapêutico importante para o diagnóstico e controlo clínico das doenças. No caso da diabetes, a sua importância é redobrada, já que define a patologia e permite o diagnóstico precoce e a intervenção atempada para reduzir complicações agudas. Neste contexto, assume particular relevo a autovigilância, na medida em que o Div atua como meio de monitorização da progressão das complicações microvasculares e macrovasculares da diabetes.

De acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal é o país da Europa com a mais alta taxa de prevalência da diabetes. Estima-se que a patologia afete 13,3% da população com idades entre os 20 e os 79 anos, das quais 44% desconhecem ter a doença. São diagnosticados cerca de 200 novos doentes com diabetes diariamente. Os dados sugerem que a doença afete mais de um milhão de portugueses, ao passo que a pré-diabetes afetará cerca de dois milhões.

 


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