Novartis seleciona cinco startups para desenvolver projetos na área da saúde
24/01/2020 16:20:00
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Novartis seleciona cinco startups para desenvolver projetos na área da saúde

A Novartis acaba de anunciar quais as startups selecionadas para seguir em frente no programa Techcare, que irão agora explorar a oportunidade de vir a desenvolver projetos-piloto em parceria com a farmacêutica. Num total de 175 candidaturas de 17 países, foram selecionadas apenas cinco startups, cujo anúncio foi dado pelo Secretário de Estado para a Transição Digital, o Dr. André de Aragão Azevedo.

 

As startups selecionadas após o bootcamp da farmacêutica foram a portuguesa B2Quant, a russa Cievert, a espanhola Mediktor, a norte-americana Mighty Health e a austríaca ScarletRed. Durante três dias, a Novartis acolheu startups de nove países diferentes, dando-lhes oportunidade de adaptar a sua solução a necessidades específicas do contexto da saúde português, fomentando o seu conhecimento em várias áreas através do contacto com colaboradores da empresa.

De origem portuguesa, a B2Quant apresentou um software com aplicação na área das doenças do sistema nervoso central, que mede com precisão os biomarcadores de imagens do cérebro. O dispositivo permite avaliar a extensão da lesão e atrofia, minimizando a perda de funções cognitivas e motoras.

A Cievert, por sua vez, desenvolveu um software de gestão do acompanhamento dos doentes oncológicos, permitindo que possam ter apoio clínico sempre que necessitem, em vez de terem consultas em intervalos de tempo pré-definidos.

Já a espanhola Mediktor, que se assume como um assistente médico, tem como base a inteligência artificial para o pré-diagnóstico, triagem e apoio à tomada de decisão. O programa permite que o doente envie informação clínica de forma imediata a um médico.

Quanto à Mighty Health, desenvolveu uma tecnologia na área da Cardiologia que ajuda a melhorar a saúde dos doentes e a evitar hospitalizações, através da criação de planos terapêuticos, de exercício e de nutrição com base no contexto, gravidade, especificidades da doença, entre outros critérios.

Por fim, a ScarletRed, desenvolveu o dispositivo médico Scarletred Vision, na área da Teledermatologia, procurando resolver a falta de padronização e objetividade. O software permite uma alta qualidade da imagem e análise remota da pele em diversas condições, possibilitando a atribuição de pontuação automática do estado e gravidade da doença de pele ou qualquer outra alteração visível.

“A Novartis mantém o compromisso e a aposta contínua na inovação com o objetivo de criar ou apoiar o desenvolvimento de soluções que tragam benefícios para o ecossistema da saúde e que, simultaneamente, melhorem e prolonguem a vida das pessoas. O Techcare reflete esta ambição. As startups que participam na edição deste ano têm todas um grande potencial e acreditamos que estes três dias foram uma excelente oportunidade para partilhar conhecimento e experiências, dando a conhecer projetos inovadores que podem fazer a diferença no setor da saúde”, esclarece a Dr.ª Cristina Campos, diretora-geral da Novartis Portugal.

Segundo o Prof. Doutor Manuel Tânger, head of open innovation da Beta-i, “a área da saúde é uma das mais promissoras, dadas as novas tecnologias de sensores, IA, realidade aumentada etc. Com o Techcare, a Novartis com a Beta-i têm a oportunidade de explorar algumas destas novas avenidas para a saúde do futuro através de pilotos com startups inovadoras que depois poderão integrar uma oferta conjunta. Estes programas de inovação aberta demonstram ser, em simultâneo, o mecanismo de inovação corporate e de crescimento das startups mais eficaz e abrangente”, acrescenta.

O Techcare é um programa da Novartis, em colaboração com a Beta-i, que desafiou startups com protótipos funcionais, em fase de testes ou já estabelecidos no mercado, a aplicar as suas soluções a necessidades específicas em diversas áreas terapêuticas.

A Novartis procurou integrar startups que explorassem soluções tecnológicas como cloud health & mHealth, healthcare gamification, inteligência artificial e machine learning, internet das coisas, big data & analytics, realidade aumentada, realidade virtual e redes colaborativas, dando resposta a desafios nas grandes áreas do valor e demonstração de resultados em saúde, diagnóstico atempado e referenciação, e ainda ativação do doente e gestão da doença.

 


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