Mais de 200 mil portugueses terão médico de família em 2020, prevê ministra
14/01/2020 14:45:58
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Mais de 200 mil portugueses terão médico de família em 2020, prevê ministra

A ministra da Saúde, a Prof. Doutora Marta Temido, prevê que seja possível dar médico de família a mais de 200 mil portugueses durante o ano de 2020, apesar do número de aposentações. O anúncio foi feito ontem, dia 13 de janeiro, na sequência do debate parlamentar referente ao Orçamento de Estado para este ano.

 

“Faremos um esforço para contratar todos os médicos de família que acabem a especialidade. Entre o número de aposentações e taxa de retenção, conseguiremos ao longo de 2020 cobrir mais cerca de 200 mil portugueses com médico de família”, referiu a ministra da Saúde em resposta ao deputado do Chega, o Prof. Doutor André Ventura, que relembrou as promessas do Governo de dar um médico de família a todos os portugueses na legislatura anterior.

A ministra acrescentou que cobertura de médicos de família será feita a partir do “número de médicos de família que estimativamente obterão sucesso nos exames finais da especialidade em 2020, a atribuição da lista média de utentes, as taxas de retenção dos especialistas recém-formados e de aposentação que tem sido média últimos anos”, esclareceu.

No que toca os enfermeiros de família, as estimativas apoiam-se nos 156 enfermeiros que vão iniciar funções, bem como no reforço de 8.400 profissionais que o SNS pretende contratar, ao abrigo do plano de melhoria de resposta do SNS nos próximos dois anos, explicou a responsável.

Como justificação para a falta de médicos de família, a Prof. Doutora Marta Temido apoiou-se no aumento de portugueses inscritos nos Cuidados de Saúde Primários desde a última legislatura, contrariando a tendência: “se considerássemos a população residente, 97,7% dos portugueses teriam médico de família atribuído. Sabemos que temos conjunto de população flutuante, desde alunos de Erasmus, até cidadãos migrantes que usam sistema. Precisamos de contratar todos os especialistas em 2020 e anos futuros”, salientou.

A ministra acrescentou ainda que é “preciso aprofundar” a questão das urgências, levantada pelo PCP, considerando que não é possível avançar com um reforço do SNS sem a sua reorganização, o que não implica uma “redução de serviços”: “não tem a ver com eliminar serviços, mas com melhor organização. O desejável é ter serviços estáveis, com garantia de respostas ininterrupta e com casuística suficiente”, concluiu.

 

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