10.ª Conferência Anual do Health Cluster Portugal desvenda o futuro da saúde
27/11/2019 17:27:14
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10.ª Conferência Anual do Health Cluster Portugal desvenda o futuro da saúde

Sob o mote “Unveiling the future of health and care”, arrancou hoje, dia 27 de novembro, a 10.ª Conferência Anual do Health Cluster Portugal (HCP), no Centro de Congressos de Lisboa. O Dr. Salvador de Mello, presidente do HCP, realizou um balanço dos 10 anos da instituição, resultando num plano estratégico para 2030, com o intuito de fazer da saúde um dos setores mais dinâmicos e competitivos de Portugal.

 

Um dos projetos pelo futuro da saúde trata-se do Pacto para a Competitividade e Internacionalização da Saúde, assinados entre o HCP e o Governo, em março deste ano. Este ambiciona ser “um processo que envolva os principais stakeholders, uma estratégia nacional para o setor da saúde, pautada por uma visão holística e de longo prazo, e tendo em vista a estruturação de um conjunto coerente e concertado de apostas estratégicas, alinhadas num plano com objetivos, metas, intervenientes, tarefas, prazos e orçamento perfeitamente definidos, com a criação de indicadores de qualidade e performance”, explicou o Dr. Salvador de Mello.

O responsável relembrou ainda o subfinanciamento crónico da saúde, destacado também por entidades como a Organização Mundial de Saúde e a OCDE, para além das dificuldades de acesso ao setor por parte das franjas mais frágeis da população, como os mais velhos e os mais desfavorecidos. Segundo o Dr. Salvador de Mello, o estudo sobre as perspetivas de evolução a médio prazo do sistema de saúde português, realizado pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto para o Health Cluster Portugal, coloca em evidência o facto de que o financiamento previsto para o Programa de Estabilidade 2019-2023 não é suficiente para a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde, apelando à sua retificação.

“Num país com a dimensão e os recursos de Portugal, a sustentabilidade do sistema de saúde só poderá alcançar-se com o envolvimento de todos. O futuro que esperamos, e legitimamente ambicionamos, exige a participação concertada da academia, empresas, entidades governamentais, prestadores públicos, privados e do setor social, cidadãos e profissionais de saúde”, concluiu o Dr. Salvador de Mello.

 

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