VII Jornadas de Angiologia e Cirurgia Vascular promovem “desmistificação de mitos e informação”
31/10/2019 15:26:08
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VII Jornadas de Angiologia e Cirurgia Vascular promovem “desmistificação de mitos e informação”

Chegaram ao fim as VII Jornadas de Angiologia e Cirurgia Vascular, uma iniciativa organizada pela CUF Academic and Research Medical Center em conjunto com o Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital CUF Descobertas. A News Farma entrevistou o Dr. Luís Mota Capitão, que explicou que este encontro teve como principal intuito unir especialidades e promover o debate entre profissionais para que, em conjunto, possam contribuir para um melhor diagnóstico e tratamento do doente. Leia a conversa na íntegra.

 

“Dar mais valias a colegas de outras especialidades para tratar melhor os doentes”. Foi este o objetivo das VII Jornadas de Angiologia e Cirurgia Vascular que se destinaram à comunidade científica que se depara com problemas na prática clínica da sua especialidade e que está em contacto com doenças na circulação arterial, venosa ou linfática.

Quem o explica é o Dr. Luís Mota Capitão, que relembra que esta iniciativa teve início no ano de 2013, e que alterna todos os anos entre o corpo clínico da Angiologia e Cirurgia Vascular da CUF Descobertas do Porto e Infante Santo. Esta organização intercalada manifesta, segundo o especialista, “a nossa capacidade formativa e do trabalho em equipas multidisciplinares, em que trazemos mais valias a outras especialidades através do diagnóstico, do tratamento médico, do tratamento cirúrgico, da prevenção de complicações e da prevenção do desenvolvimento da doença”.

O médico esclarece que a Angiologia é “uma das poucas especialidades médico-cirúrgicas que existem, isto é, nós somos cirurgiões vasculares, mas temos uma capacidade muito grande de tratar medicamente os doentes sem intervenção cirúrgica”.

O encontro foi destinado “a todos os médicos que se interrelacionam connosco no tratamento dos doentes”. Especialistas de Medicina Geral e Familiar (MGF) de Medicina Interna (MI), Ginecologia e Obstetrícia, Diabetologia, Endocrinologia, Neurocirurgia, Ortopedia e Cuidados Intensivos foram algumas das especialidades que marcaram presença ao longo do encontro.

Sendo que, geralmente, os congressos são destinados à respetiva especialidade, a escolha do mote deste ano - desvendar mitos com evidência – foi pensada para promover a interrelação com outras especialidades: “queremos falar para médicos de outras áreas para combater alguma desinformação e falta de conhecimentos médicos entre todos que possam surgir”. Desvendar mitos com evidência é, segundo especialista, “dar mais informação a todos para que a realidade seja bem conhecida e consigamos acabar com a mistificação e com conceitos que nem sempre estão atualizados”.

No que respeita ao programa científico, o Dr. Luís Mota Capitão explica à News Farma que, para cada tema, foram destacados dois coordenadores, sendo que um é um coordenador de cirurgia vascular e outro é coordenador da respetiva especialidade. “Articulámos com muita proximidade os médicos com quem partilhamos os doentes”.

Os temas principais deste ano foram ao encontro da doença varicosa, síndrome pós trombótico, doença pélvica, doença carotídea, claudicação arteriopatia oclusiva dos membros inferiores e claudicação intermitente, doença aneurismática, pé diabético e complementaridade entre o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e os hospitais privados.

Do programa, o angiologista destacou a última mesa redonda subordinada ao tema “Emergência vascular em Medicina privada: condicionalismos e limites de atuação” que permitiu o debate da complementaridade entre os serviços prestados do SNS e os prestadores privados. “Este é um tema bastante atual e importante, uma vez que, atualmente, quer os prestadores privados quer da área social, têm uma grande capacidade de intervenção a nível nacional e são complementares à intervenção do SNS”, refere o médico, acrescentando que “apesar de ser possível tratar doentes com muita qualidade, mesmo quando se trata de problemas de grande complexidade, existem também limites que nos fazem necessitar da articulação com o SNS.”

Ainda sobre o tema, o especialista refere que estiveram presentes diretores clínicos de hospitais privados e diretores de serviço de hospitais públicos, bem como o presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada. O objetivo é “juntar pessoas com uma visão partilhada quer do setor publico como privado, e perceber o interrelacionamento ao nível desta especialidade, que tem emergências vasculares com procedimentos técnicos muito complexos”.

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