Fundação Grünenthal premeia trabalhos de investigação na área da dor
11/10/2019 15:15:45
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Fundação Grünenthal premeia trabalhos de investigação na área da dor

A Fundação Grünenthal premiou, no dia 11 de outubro, um projeto de investigação clínica e outro de investigação experimental, através do programa de apoio a projetos de investigação na área da dor, no valor de 20 mil euros. Já no dia 14 de outubro, foi premiado um trabalho na área da investigação clínica, e outro de investigação básica. A este programa podem candidatar-se investigadores a exercer funções em instituições académicas ou outras.

O estudo “MILES STUDY – Mesotherapy In Lateral Epicondylitis, a prospective randomized controlled Study”, da autoria do Dr. Vítor Teixeira, Dr. Pedro Andrade, Dr.ª Maria de Lurdes Narciso, Dr.ª Elsa de Sousa, Dr. Fernando Saraiva e Dr. João Eurico da Fonseca, da Unidade de Investigação de Reumatologia do Hospital Santa Maria, E.P.E (CHLN), foi um dos vencedores. A investigação pretendia apurar o nível de eficácia e de segurança a curto e longo prazo de anti-inflamatórios não-esteroides (AINEs) intradérmicos e lidocaína para o tratamento de epicondilite lateral, designada como uma inflamação dos tendões do cotovelo, que atinge principalmente os músculos extensores do punho e dos dedos. Para além disso, o estudo pretendia ainda identificar os preditores clínicos, funcionais, ultrassonográficos e bioquímicos do sucesso ou fracasso do tratamento e a possível taxa de reincidência da dor.

Já o segundo trabalho premiado no dia 11 de outubro foi atribuído à investigação “Estudo Antes e Após Intervenção das Equipas IntraHospitalares de Suporte em Cuidados Paliativos no Controlo da Dor (EIHSCP)”. Da autoria do Dr. Hélder Aguiar, membro da equipa intra-hospitalar de Cuidados Paliativos do Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga, E.P.E (CHDV), Dr.ª Joana Rente, Dr.ª Eunice Almeida, Dr. André Ribeiro, Dr.ª Júlia Alves, Dr.ª Ana Carrancha e Dr.ª Ângela Lopes Simões, o estudo pretendia avaliar o impacto das EIHSCP no controlo da dor, identificar as escalas de monitorização da dor utilizadas em ambiente hospitalar, e identificar estratégias de acompanhamento e de intervenção perante a pessoa com dor.

No dia 14 de outubro, o trabalho de investigação básica denominado “Glial activation in the collagenase model of nociception associated with osteoarthritis” foi um dos trabalhos vencedores. O seu objetivo seria entender a dor associada à osteoartrite e de que forma a ativação das células da glia poderia contribuir para a deteção da patologia no joelho. O estudo concluiu que a falta de células da glia pode diminuir os comportamentos nociceptivos associados ao movimento e carga nas articulações, o que corresponde às principais queixas dos doentes.

A investigação foi levada a cabo pelos Drs. Sara Adães, Lígia Almeida, Catarina S. Potes, Ana Rita Ferreira, José M. Castro Lopes, Joana Ferreira Gomes e Fani L. Neto, do Departamento de Biomedicina, na Unidade de Biologia Experimental da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e do Grupo de Dor do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), no Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), da Universidade do Porto.

Quanto ao segundo vencedor, enquadrado na categoria de investigação clínica, consistiu no desenvolvimento de uma ferramenta, o Multidimensional Haemophilia Pain Questionnaire (MHPQ), que permite compreender a dor associada à hemofilia e apresentar dados concretos da dor de cada doente. Denominado ”Answering the call: a new measure to assess pain in people with haemophilia and description of pain experience among Portuguese patients”, o estudo tinha como objetivo principal colmatar a falta de auxiliares na avaliação da dor, bem como encontrar tratamentos mais eficazes.

O prémio foi atribuído aos Drs. Patricia Ribeiro Pinto, Ana Cristina Paredes, Patrício Costa e Armado Almeida, investigadores do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde (ICVS), da Escola de Medicina da Universidade do Minho, em Braga.

Os vencedores apresentaram os seus projetos no Colóquio da Fundação Grünenthal, que teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

A Fundação Grünenthal trata-se de uma instituição sem fins lucrativos, tendo como principal objetivo a investigação e a promoção da cultura científica na área das ciências médicas, com particular dedicação ao estudo da dor e ao seu tratamento.

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