GS1 promove concertação de países Africanos para estratégia de rastreabilidade farmacêutica
03/10/2019 10:55:57
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GS1 promove concertação de países Africanos para estratégia de rastreabilidade farmacêutica

25 Autoridades Reguladoras Africanas, 6 organizações financeiras de saúde, assinaram uma “call to action” reafirmando a sua intenção de implementar a rastreabilidade farmacêutica ao adotar standards globais em toda a cadeia de valor.  A GS1 Portugal – Codipor é a entidade responsável por gerar códigos e standards nos países africanos de língua oficial portuguesa, onde conta com 97 associados.

“Aumentar a segurança dos doentes e atenuar o risco de entrada de medicamentos falsos no continente africano”, é uma das resoluções apresentadas na “Conferência Africana de Saúde”, organizada pela GS1 - organização líder na criação de standards para a cadeia de valor global, que teve lugar em Lagos, na Nigéria. As autoridades reguladoras africanas para a área da saúde assinaram uma “Call to Action” com o intuito de criar uma “Estratégia Africana para a Rastreabilidade Farmacêutica”. Neste encontro, declararam o apoio e compromisso de adotar medidas que melhorem a disponibilidade de medicamentos de qualidade e garantam uma maior visibilidade dos produtos ao longo da cadeia de valor, de forma a melhorar os cuidados de saúde dos pacientes.

Neste “Call to Action”, os países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) também manifestaram a preocupação de garantir as boas práticas e a segurança na área da saúde. A GS1 Portugal – Codipor é a entidade que gera códigos e standards globais nestes países, onde já conta com 97 associados, em países como Angola, Cabo Verde, Moçambique, República da Guiné e São Tomé e Príncipe.    

Como responsável pela atribuição e gestão de standards de rastreabilidade nos PALOP em África, a GS1 Portugal acredita que foi dado um passo importante para uma estratégia global e concertada que trará mais-valias para o setor da saúde e população em geral naquele continente: “A adoção dos padrões globais para a rastreabilidade farmacêutica vai trazer visibilidade à partilha de dados sobre os produtos de saúde ao longo de toda a cadeia de valor e, deste modo, garantir a segurança e qualidade dos medicamentos. A par da adoção de standards globais, é importante haver uma interoperabilidade dos sistemas de informação, para uma eficiente resposta ao longo de todo o continente africano”, sublinha o Dr. João de Castro Guimarães, Diretor Executivo da GS1 Portugal – Codipor. 

Para o Dr. Marco Arraya, Diretor-Geral da G-Medical, sedeada em Luanda, Angola, a rastreabilidade dos medicamentos é fundamental para o setor: “Num continente onde a contrafação é um dos maiores e mais lucrativos crimes no sistema de saúde, registamos com agrado a rastreabilidade dos medicamentos por ser uma ferramenta essencial no controlo dos diversos atores existentes”, sublinha.

Neste âmbito, o Dr. Tiago Seguro, Presidente da Divisão Farmacêutica da GROQUIFAR, refere que aquela entidade se congratula também com a “deliberação adotada relativa à “Estratégia Africana para a rastreabilidade farmacêutica” com o objetivo de evitar a entrada de medicamentos falsificados no circuito de abastecimento legal. Assegurar a rastreabilidade do medicamento ao longo de todo o circuito é uma garantia fundamental para o cidadão africano, garantindo a segurança, a eficácia e a integridade dos fármacos desde o fabrico até à sua utilização final.  São enormes os benefícios para a saúde, qualidade de vida e longevidade dos cidadãos e, dessa forma, para a sustentabilidade social e económica do povo Africano. É por isso uma ferramenta essencial para o fortalecimento da cadeia de abastecimento legal e para, assim, cumprir o objetivo maior de proteção dos doentes e da saúde pública. A Groquifar apoia e congratula a iniciativa e encontramo-nos ao dispor para auxiliar a GS1 nesta ação.”

A “Conferência Africana de Saúde da GS1” que teve lugar na Nigéria, contou com a coordenação da Iniciativa Africana de Harmonização da Regulamentação de Medicamentos (AMRH) e da Nova Parceria para o Desenvolvimento da África (NEPAD), bem como de representantes de comunidades económicas nacionais e regionais (CERs) de todo o continente africano. 

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