World Heart Federation e Fundação Portuguesa de Cardiologia pedem igualdade na saúde do coração
30/09/2019 11:46:19
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World Heart Federation e Fundação Portuguesa de Cardiologia pedem igualdade na saúde do coração

Sendo o Dia Mundial do Coração (assinalado no passado dia 29 de setembro) a maior plataforma de sensibilização para as doenças cardiovasculares (DCV), este ano a World Heart Federation (WHF) utilizou esta ferramenta para reforçar a existência de desigualdades na saúde do coração. “Uma das questões mais prementes continua a ser o acesso a medicamentos cardiovasculares essenciais”, refere a organização em comunicado, acrescentando que dois mil milhões de pessoas, cerca de um terço da população global, não têm acesso aos medicamentos de que precisam, "uma situação que afeta principalmente pessoas de países, regiões ou áreas isoladas das cidades".

Numa análise de parâmetros globais de rendimento, está a aumentar a evidência de que taxas mais altas de eventos cardiovasculares e de barreiras no acesso à saúde estão relacionadas com determinantes socioeconómicos da saúde, incluindo a educação e a sensibilização na área da saúde. No entanto, existem outros fatores que também podem contribuir para a desigualdade da saúde do coração, nomeadamente a poluição do ar (responsável por 25% das mortes cardiovasculares, com risco aumentado para as pessoas que vivem nas cidades; a carência de uma dieta saudável; o hábito de fumar, a falta de espaços ao ar livre e antecedentes genéticos.

 A Prof. Doutora Karen Sliwa, presidente da WHF, refere que no seu país natal, África do Sul, “apenas alguns grupos populacionais têm acesso facilitado à educação e a cuidados de saúde de excelência, enquanto a maioria permanece com baixa escolaridade e vive em condições de pobreza absoluta ou relativa. Independentemente da sua origem, os determinantes socioeconómicos da saúde e da pobreza têm efeitos profundos nos padrões da DCV e na sua prevenção, agravados pelo diagnóstico tardio e acesso limitado às várias formas de gestão da doença”.

O Dia Mundial do Coração desempenha, assim, “um papel importante na estratégia da WHF no que refere ao aumento da consciencialização e na propagação da mensagem sobre o quão importante é a adoção de estilos de vida saudáveis ​​para o coração”.

A campanha do Dia Mundial do Coração deste ano debruçou-se sobre a criação de uma comunidade global “de heróis do coração”, ou seja, pessoas que se empenharam em melhorar a saúde cardíaca e em reduzir as doenças cardiovasculares, dos respetivos doentes, ou que estão a agir para viverem vidas mais longas e melhores ao fazer, e cumprir, uma promessa da adoção de hábitos de vida saudáveis.

A Fundação Portuguesa de Cardiologia nomeou para Herói do Coração, o Prof. Doutor Polybio Serra e Silva, professor catedrático jubilado da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e presidente do Conselho Científico e da Delegação Centro da Fundação Portuguesa de Cardiologia. “A minha promessa, aos 91 anos, é manter-me saudável para continuar a fazer prevenção cardiovascular utilizando a poesia e a prosa como instrumentos privilegiados”, refere.

O vídeo do Dia Mundial do Coração pode ser encontrado aqui.


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