Erradicação da malária é possível até 2050, dizem especialistas mundiais
09/09/2019 17:52:05
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Erradicação da malária é possível até 2050, dizem especialistas mundiais

O objetivo da erradicação global da malária pode ser alcançado até 2050, segundo um novo estudo publicado por uma comissão para erradicação da malária criada pela revista The Lancet. No entanto, um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicado em agosto pedia alguma prudência relativamente a “objectivos irrealistas” no combate à malária.

 

“Um futuro livre de malária (...) pode ser alcançado tão cedo como 2050”, revela o estudo, da autoria de 41 dos principais especialistas mundiais em malária, ciências biomédicas, economia e políticas de saúde. A investigação sintetiza as provas científicas, combinando-as com novas análises epidemiológicas e financeiras que demonstram que – com as ferramentas e estratégias certas e o financiamento adequado – a erradicação da doença é possível no espaço de uma geração.

Os especialistas identificam três medidas para inverter a curva da progressão da doença. Primeiro, usar adequadamente as ferramentas já existentes, como as redes mosquiteiras, inseticidas e medicamentos. Depois, desenvolver novas ferramentas, como vacinas. Por fim, fazer um investimento financeiro anual de cerca de dois mil milhões de dólares (perto de 1800 milhões de euros) para acelerar os progressos no combate à malária.

“Por demasiado tempo, a erradicação da malária foi um sonho distante, mas agora temos provas de que a malária pode e deve ser erradicada até 2050”, disse o Prof. Doutor Richard Feachem, co-presidente da Comissão The Lancet para Erradicação da Malária e director do Grupo de Saúde Global da Universidade da Califórnia São Francisco (EUA).

“Este estudo diz que a erradicação da malária é possível no tempo de uma geração, mas para alcançar esta visão comum não podemos continuar com a abordagem atual. O mundo está num ponto crítico e devemos desafiar-nos com metas ambiciosas e comprometer-nos com as ações ousadas necessárias para as alcançar”, acrescentou.

No entanto, este estudo contradiz as conclusões de uma revisão elaborada pela OMS publicada em agosto. No relatório, concluía-se que a erradicação da malária não poderia ser alcançada nos próximos tempos e que criar objectivos irrealistas com custos e desfechos desconhecidos poderia levar a “frustrações e recuos”.

Ao contrário da comissão The Lancet, o relatório da OMS assinalava que, por agora, a prioridade deveria centrar-se no trabalho de base que venha a permitir a futura erradicação da malária.

 

Fonte: Público


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