Consumo de analgésicos opióides aumentou 141% em oito anos
04/09/2019 17:09:49
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Consumo de analgésicos opióides aumentou 141% em oito anos

O consumo de medicamentos analgésicos opióides está a aumentar de ano para ano em Portugal e, entre 2010 e 2018, cresceu bem mais do que o dobro. O consumo de analgésicos à base de ópio teve um aumento de 141%. No ano passado, os portugueses consumiram 3,685 milhões de embalagens, enquanto em 2010 foram apenas consumidas 1,532 milhões

 

No ano passado, consumiram-se 3,685 milhões de embalagens destes fármacos mais fortes para o alívio da dor, quando em 2010 tinham sido dispensadas 1,532 milhões de embalagens, segundo dados da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed).

Não são adiantadas as razões que justificam este aumento sustentado e que ascendeu a 141% em oito anos, um fenómeno que o Infarmed está a investigar em conjunto com a Direção-Geral da Saúde, segundo adiantou uma fonte da autoridade do medicamento.

A preocupação com estes fármacos obtidos a partir do ópio e que actuam no sistema nervoso diminuindo a dor não é de agora. No início de 2017, o então presidente do Infarmed, o Prof. Doutor Henrique Luz Rodrigues, alertou para o imparável aumento do consumo destes fármacos que podem causar dependência.

O especialista considerou que este crescimento era “preocupante na medida em que temos de aprender com os erros dos outros”, aludindo à epidemia de overdoses associadas a estes medicamentos nos EUA, que têm causado milhares de mortes todos os anos.

Nessa altura, o Infarmed anunciou que ia avaliar o aumento do consumo em Portugal e tentar perceber o que mudara na prescrição destes medicamentos que, fora dos hospitais públicos, apenas são vendidos com receita médica.

Em 2017, a Prof.ª Doutora Ana Bernardo, vice-presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, dizia acreditar que a situação portuguesa estará longe de qualquer epidemia. “Tínhamos um atraso na utilização destes medicamentos no controlo da dor e havia registo de doentes que andavam 30 anos com dores antes de iniciarem tratamentos”, explicou.

 

Fonte: Público

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