Tempo de espera por óvulos diminui mas continua superior a dois anos
28/08/2019 17:38:45
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Tempo de espera por óvulos diminui mas continua superior a dois anos

O tempo de espera por um óvulo no Banco Público de Gâmetas (BPG) diminuiu nos últimos seis meses, mas continua a ser superior a dois anos. As famílias que precisam de recorrer à procriação medicamente assistida têm de esperar 29 meses por um ovócito e 26 por espermatozóides. E o número de casais em lista de espera mais do que duplicou no último ano.

 

A lista de espera por um ovócito era de 33 meses em março – ou seja, mais quatro do que atualmente –, quando a Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução (SPMR) lançou uma campanha em que alertava para a importância e a urgência da doação de óvulos e espermatozóides, de modo a responder à crescente procura de tratamentos de infertilidade.

Desde então, “houve um aumento do número de doações”, garante o presidente da SPMR, o Prof. Doutor Pedro Xavier. “Tivemos esse eco quer dos centros públicos, quer das clínicas privadas”. Mas continuam a persistir dificuldades, nomeadamente o fim do anonimato nas dádivas que, apesar de “não ter afastado a doações de mulheres”, tem provocado entraves à disponibilidade de homens, explica o mesmo responsável.

O número de casais em lista de espera no BPG mais do que duplicou no último ano. No final do primeiro semestre deste ano, havia 769 pedidos de casais que precisam de ovócitos e espermatozóides, um aumento de 128% face a igual período do ano passado.

O BPG funciona no Porto, havendo outros dois centros de recolha principais no país, nos hospitais da Universidade de Coimbra e na Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa. É o centro situado no Norte que gere a distribuição das recolhas feitas nos outros pontos do país.

Os maiores problemas concentram-se em Lisboa uma vez que, de acordo com a SPMR, os serviços de recolha de gâmetas na MAC não estavam a funcionar “pelo menos até junho”. 

“É um problema de recursos humanos”, garante o Prof. Doutor Pedro Xavier, da SPMR, que foi alertada para a situação por várias mulheres que, na sequência da campanha lançada em março, se dirigiram à MAC e se deparam com a incapacidade dos serviços para fazer a recolha de ovócitos. “Se em Lisboa, onde se concentra uma grande parte da população, não estão a ser feitas recolhas, o número de doações será sempre menos do que o necessário”, explica.

 

Fonte: Público


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