Infarmed aprova brentuximab vedotina em duas novas indicações terapêuticas
09/07/2019 16:57:47
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Infarmed aprova brentuximab vedotina em duas novas indicações terapêuticas

A Takeda Portugal anunciou que brentuximab vedotina obteve a aprovação do Infarmed para uso em meio hospitalar no tratamento de doentes adultos com linfoma de Hodgkin em risco aumentado de recidiva ou progressão após transplante autólogo de células estaminais e no tratamento de doentes adultos com linfoma cutâneo de células T após pelo menos 1 terapêutica sistémica prévia.

 

Brentuximab vedotina é um conjugado anticorpo-fármaco direcionado para a proteína CD30, anteriormente aprovado para uso hospitalar pelo Infarmed para utilização no linfoma de Hodgkin CD30+ recidivante ou refratário e linfoma anaplásico de grandes células recidivante ou refratário.

“A decisão do Infarmed representa um avanço muito relevante para os doentes portugueses com linfoma cutâneo de células T CD30+ e linfoma de Hodgkin com risco aumentado de recidiva ou progressão após transplante autólogo de células estaminais. Anteriormente, as opções terapêuticas nestas duas patologias eram escassas” esclarece Helena Coutinho, responsável pela área de acesso ao mercado da Takeda em Portugal. “A aprovação deste tratamento em duas novas indicações dá resposta a esta necessidade não satisfeita, oferecendo aos médicos e doentes uma nova opção que demonstrou uma eficácia superior à observada com outras terapêuticas”, reforça a responsável.

O Dr. Carlos Filipe Ribeiro, diretor da Unidade de Oncologia em Portugal, diz ser com satisfação “que recebemos a autorização dada pelo Infarmed para a utilização de brentuximab vedotina em meio hospitalar em duas novas indicações terapêuticas, pois tem um enorme significado para os doentes e representa o compromisso da Takeda Oncologia em ajudar a comunidade com linfoma a viver mais e melhor”.

A aprovação de brentuximab vedotina teve em conta a avaliação económica, os valores custo-efetividade associados à introdução no arsenal terapêutico, assim como os resultados do impacto orçamental, que foram aceites, depois de negociadas condições para utilização pelos hospitais e entidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), tendo em atenção as características especificadas do medicamento e da doença em causa.

Brentuximab vedotina obteve a designação de medicamento órfão para ambas as indicações pelo Committee for Orphan Medicinal Products que considerou que as doenças em causa cumpriam os critérios de gravidade e prevalência com evidência de melhoria clínica para os doentes. Esta autorização vem alargar o acesso efetivo deste medicamento a mais doentes oncológicos em Portugal e preencher uma importante lacuna terapêutica.


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