APELA promove debate sobre estatuto do cuidador informal
28/06/2019 17:40:39
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APELA promove debate sobre estatuto do cuidador informal

No seguimento do Dia Mundial da Esclerose Lateral Amiotrófica, celebrado no passado dia 21 de junho, a Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica (APELA) assinalou a data com uma ação de consciencialização acerca da criação do estatuto do cuidador informal. Assista ao vídeo. 

Em declarações à News Farma, a Dr.ª Maria de Belém começa por identificar o estatuto de cuidador informal como “especial, de proteção às pessoas que, por motivos de doença, se veem obrigadas a abandonar todas as suas atividades para cuidar de alguém”. A presidente da Comissão de Revisão da Lei de Bases da Saúde encara como “absolutamente indispensável” o apoio a estes cuidadores, nomeadamente na área da formação em cuidados de saúde, e defende a necessidade da existência de uma articulação com outros setores.

A Prof. Doutora Marisa Matias marcou também presença no evento e apontou a importância da aprovação do acordo para a criação do estatuto que, “embora ainda muito limitado, já permite reconhecer que este problema existe, que os cuidadores precisam de mais apoio financeiro, que as suas contribuições para a Segurança Social devem ser contabilizadas para terem direito a uma reforma digna, a descanso, a redes de cuidados continuados e a mais apoio domiciliário e psicológico”.

Fernando Soares deu voz a todos os cuidadores informais e partilha com a News Farma quais as mudanças que sentiu na sua vida pessoal e profissional aquando o diagnóstico de ELA na mulher. O cuidador diz ter havido “uma mudança brutal” na sua vida mas acredita que, “se este estatuto for formalmente aprovado, será uma ajuda para todos os cuidadores informais deste país”.

Enquanto vice-presidente da APELA, a Dr.ª Maria Eulália Ribeiro alerta para a necessidade da articulação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no que toca ao apoio dos cuidadores informais e refere que “existem prioridades que precisam ser pensadas, nomeadamente as equipas multidisciplinares, que deverão acompanhar os doentes desde inicio e a abordagem paliativa que deve iniciar-se logo após o diagnóstico e acompanhar a doença ao longo da sua evolução”.

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