SPEDM emite apelo à UE para combater a ameaça de substâncias químicas
27/06/2019 15:03:40
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SPEDM emite apelo à UE para combater a ameaça de substâncias químicas

A Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM), no passado dia 25 de junho, terça-feira, emitiu, numa carta dirigida ao Eng. João Pedro Matos Fernandes, ministro do ambiente e da transição energética, um apelo à ação para combater a ameaça de substâncias químicas que podem interferir no sistema endócrino do corpo, presentes em alimentos, cosméticos, móveis, produtos de limpeza, brinquedos e água potável.

“Os Disruptores Endócrinos Químicos (DEQs) estão presentes em alimentos, materiais de contato com alimentos, cosméticos, bens de consumo (incluindo móveis, produtos de limpeza), brinquedos e água potável”, pode ler-se na carta.

O Eng. João Pedro Matos Fernandes esteve presente ontem, dia 26 de junho, no Conselho Europeu do Ambiente no Luxemburgo e, desta forma, conduziu o apelo à União Europeia para que sejam criadas medidas céleres no combate a essas substâncias químicas.

Na mesma carta pode ler-se que, embora parte do impacto sobre a saúde humana e animal permaneça desconhecida, evidências crescentes associam os DEQs a inúmeras doenças, às vezes letais.

No que respeita ao combate a esta ameaça, a SPEDM enumera um conjunto de medidas, tais como:

- Criar uma definição comum para os DEQs que será aplicada horizontalmente em todas as leis relevantes da UE.
- Os Regulamentos Sectoriais Específicos devem explicitamente exigir dados que permitam a identificação de DEQs conhecidos, presumidos e suspeitos, usados ou a serem usados em qualquer setor.
- Acelerar os métodos de teste atuais ou a substituição de DEQs por alternativas mais seguras.

Na mesma carta, a SPEDM recorda um amplo estudo levado a cabo pela UE e que “tem associado os DQEs com distúrbios do desenvolvimento, diminuição do Coeficiente de Inteligência, autismo, transtornos da hiperatividade, obesidade, cancro do testículo e infertilidade masculina. Estima-se que o impacto financeiro dos DEQs seja de 157 mil milhões de euros por ano, ou seja 1,23% do Produto Interno Bruto da UE, devido às doenças descritas e à perda de produtividade”.


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