Maioria dos portugueses considera que só é possível melhorar o SNS com maior investimento público
26/06/2019 16:04:03
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Maioria dos portugueses considera que só é possível melhorar o SNS com maior investimento público

A maioria dos portugueses (61%) considera que não é possível melhorar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) sem investimento de mais dinheiro público, sendo os aspetos que se consideram mais carenciados de financiamento: a contratação de mais profissionais de saúde, a modernização de equipamentos, instalações e tratamentos, e o apoio ao doente e família. Quem revela estes dados é o projeto "3F - Financiamento, Fórmula para o Futuro", um projeto que reuniu um inquérito à população nacional e recomendações de peritos em saúde.

Estes e outros dados, assim como as recomendações feitas, do projeto "3F" vão ser apresentados e discutidos no próximo dia 2 de julho, terça-feira, na Assembleia da República. Um momento que conta com a participação do presidente da Assembleia da República, da ministra da Saúde e de representantes dos vários grupos parlamentares.

O projeto "3F", uma iniciativa da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), com o apoio da Roche e da IQVIA, nasceu da necessidade de identificar formas de reduzir o desperdício e promover a inovação no SNS. Para isso, e para além da auscultação à população, reuniu um conjunto de especialistas de diferentes áreas, que se juntaram para analisar o modelo atual de financiamento dos hospitais portugueses, promover a discussão de potenciais soluções de financiamento com vista à criação de valor para os doentes, assim como desenvolver projetos-piloto com hospitais, de forma a testar a exequibilidade das soluções encontradas.

Do trabalho desenvolvido resultou a identificação de 90 iniciativas, que podem ser agrupadas em quatro dimensões essenciais para a melhoria do modelo de organização e financiamento do Serviço Nacional de Saúde - resultados em saúde, integração de cuidados, gestão da doença e prevenção e promoção da saúde -, às quais se juntam 10 recomendações e a definição dos projetos-piloto que já estão a ser implementados: no IPO do Porto e no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Na apresentação deste trabalho, para além da recomendação de "um novo modelo de alocação de recursos financeiros para a saúde", serão ainda debatidas nove recomendações:

- Reforço do papel dos cuidados de saúde primários;
- Interligação dos cuidados de saúde primários, cuidados de saúde secundários e cuidados continuados;
- Desenvolver a rede de suporte ao doente;
- Promover o papel dos cidadãos no sistema de saúde;
- Sistemas de informação como suporte à gestão e à prática clínica;
- Medição de resultados como motor da melhoria dos cuidados prestados;
- Transparência & benchmarking entre instituições;
- Autonomia e responsabilização da gestão hospitalar;
- Confiança no sistema de saúde.

O Dr. Alexandre Lourenço, presidente da APAH, sublinha que “o projeto 3F materializa a vontade do setor da saúde em apresentar respostas concretas para os desafios do financiamento mas também para a necessidade de reestruturar o modelo de prestação de cuidados com vista a melhorar a experiência e corresponder às expectativas dos doentes e das suas famílias”.

Consulte o programa aqui.


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