É de pequenino que se protege o coração
30/05/2019 15:36:07
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É de pequenino que se protege o coração

No Dia Mundial da Criança, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) fala ao coração dos educadores e lança a mensagem: é de pequenino que se protege o coração. À semelhança do que acontece com a generalidade das patologias, também no caso das doenças cardiovasculares o diagnóstico precoce é determinante: quanto mais cedo se avaliar o risco, maiores as possibilidades de impedir o aparecimento ou agravamento da doença cardiovascular. Se a isso se acrescentar o facto de muitos dos fatores de risco para estes problemas poderem ser atenuados com a adoção de hábitos de vida saudáveis, compreende-se a necessidade de atuar em idades cada vez mais jovens.

É na prevenção que reside uma das maiores estratégicas de combate à doença cardiovascular e no controlo dos fatores de risco. Segundo um estudo desenvolvido no Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge demonstrou-se que, numa população entre os 18 e os 79 anos, cerca de 55% das pessoas têm 2 ou mais fatores de risco cardiovasculares: mais de metade tem excesso de peso ou obesidade; cerca de 40% têm hipertensão arterial; 1/4 dos portugueses fuma e cerca de 30% têm colesterol muito elevado. Estes números mostram que, em Portugal, ainda há muito por fazer para baixar o risco de doença cardiovascular, sobretudo do AVC, em que somos um dos países com maior mortalidade na Europa.

Além do mais, os fatores de risco potenciam-se uns aos outros, ou seja, ter excesso de peso ou obesidade irá aumentar a probabilidade de ter diabetes e colesterol elevado, por isso, o combate a estas ameaças deve fazer-se em conjunto, de forma a tentar controlá-las em simultâneo. Assim, o desenvolvimento de estratégias sociais, ambientais e educacionais é fundamental e o envolvimento de pais, educadores físicos, nutricionistas, médicos e escola é necessário, até porque os fatores de risco apresentam uma prevalência crescente na infância e na adolescência. Neste sentido, abordagens que priorizam a modificação do estilo de vida são uma das que apresentam bons resultados, sem o risco dos efeitos adversos dos medicamentos.

A boa notícia é que a grande parte dos fatores de risco são modificáveis e podem ser controlados e modificados, tais como a diabetes, o colesterol elevado, a pressão arterial, o excesso de peso e obesidade, o tabagismo, o consumo abusivo de bebidas alcoólicas e o sedentarismo. No dia mundial da criança partilhamos sete passos que, se seguidos, podem mudar o futuro da doença cardiovascular em Portugal e contribuir para a redução da taxa de mortalidade associada à doença cardiovascular.


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