Cuidados Paliativos têm que integrar sistemas de Saúde de todo mundo até 2060, alertam investigadores
24/05/2019 14:58:25
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Cuidados Paliativos têm que integrar sistemas de Saúde de todo mundo até 2060, alertam investigadores

"É preciso criar uma ação global para a integração dos Cuidados Paliativos nos sistemas de Saúde". Esta é a conclusão de um estudo, realizado no King’s College London, que teve duas investigadoras portuguesas como autoras, a Prof.ª Doutora Maja de Brito e a Prof.ª Doutora Bárbara Gomes, e ainda a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP). 

 

O estudo, publicado na revista The Lancet, tem como objetivo projetar a carga de sofrimento grave relacionado com Saúde que requer Cuidados Paliativos, a nível global até 2060, por todas as regiões do mundo, grupos etários e condições de saúde. Concluindo que a carga de sofrimento grave relacionado com saúde irá quase duplicar até 2060, com subidas mais rápidas em países com baixo rendimento, entre idosos e em pessoas com demência. 

“Esta é a primeira projeção mundial conhecida sobre a carga de sofrimento que é elegível para prestação de cuidados paliativos e que traça um quadro muito preocupante, quase dramático sobre o futuro dos cuidados de Saúde em diversas regiões, onde se inclui Portugal, com um aumento exponencial da carga de doença, da morbimortalidade e das necessidades paliativas das populações”, afirma o Dr. Duarte Soares, presidente APCP.

A investigação suporta de forma clara a mensagem da Associação, que exige aos responsáveis executivos uma resposta inequívoca de investimento público, reiteradamente negligenciada nas últimas décadas e particularmente nos orçamentos anuais para a saúde. 

O Dr. Duarte Soares considera “incompreensível, até mesmo intolerável que se prossiga o caminho de menosprezar o sofrimento dos cidadãos, desvalorizando questões tão decisivas como a criação de serviços de Cuidados Paliativos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), a imoral falta de recursos humanos, a necessidade de integração entre sector público, social, solidário e humanitário, ou o apoio ao cuidador informal, naquele que é o maior desafio clínico e social para o país nas próximas décadas”. 

A direção da APCP lamenta que se desperdice novamente uma campanha para as eleições europeias onde nem uma palavra é dedicada ao sofrimento dos cidadãos doentes, às famílias, aos cuidadores formais e informais, aos Cuidados Paliativos.

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