Sociedade Portuguesa de Ginecologia alerta as mulheres portuguesas para a síndrome geniturinária da menopausa
20/05/2019 12:40:38
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Sociedade Portuguesa de Ginecologia alerta as mulheres portuguesas para a síndrome geniturinária da menopausa

Durante o mês de maio, a Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG) promove uma campanha de sensibilização, cujo propósito passa por alertar todas as mulheres portuguesas para os sintomas associados à síndrome geniturinária da menopausa (SGUM). A iniciativa procura chamar a atenção para a importância de um aconselhamento junto dos profissionais de saúde.

 

A SGUM surge muitas vezes após a menopausa e carateriza-se por secura vaginal, prurido vaginal, irritação vaginal, ardor vaginal, diminuição da líbido e dispareunia (dores durante o ato sexual). Contrariamente aos sintomas vasomotores, como os afrontamentos e os calores, para os quais as mulheres estão sensibilizadas e procuram ajuda, os sintomas relacionados com a SGUM, apesar de serem a segunda queixa mais frequente, são muitas vezes ignorados pelas mulheres e até pelos médicos por os considerarem uma causa natural do envelhecimento.

Em Portugal, estima-se que cerca de dois milhões de mulheres se encontram na menopausa ou pós-menopausa. Destas, cerca de 35% sofre de atrofia vulvovaginal, um dos sintomas mais marcantes da SGUM, sendo que apenas 7% é tratada.

Para a Dr.ª Fernanda Geraldes, presidente da Secção de Menopausa da SPG, “atualmente, com o aumento da esperança média de vida, a mulher passa um terço da sua vida na menopausa. A mulher de 50 anos é uma mulher ativa a nível pessoal, profissional e sexual, com filhos e pais dependentes, pelo que precisa de estar bem, quer do ponto de vista físico ou psicológico. É também nesta faixa etária que por vezes as mulheres iniciam um novo relacionamento afetivo e com alguma frequência estas mulheres sentem-se ansiosas e chegam mesmo a evitar o companheiro ou fecham-se a novos relacionamentos porque têm receio de que a sexualidade não seja satisfatória e possa comprometer a relação”.

A especialista acrescenta ainda que “é muito importante que as mulheres invistam em si próprias, mas é igualmente importante que os médicos tenham a perceção de que a sociedade está em permanente mudança. É fundamental que exista uma atitude mais proativa por parte do médico, que deve questionar a doente acerca da secura vaginal, da urgência miccional, da sexualidade e acabar com o mito de que o fim da capacidade reprodutora é sinónimo do fim de uma sexualidade satisfatória. É necessário criar condições para que este paradigma não se verifique, disponibilizando um tratamento adequado”.

A campanha de sensibilização, que decorre durante o mês de maio, está em imprensa e em mupis.

 

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