Três em cada dez portugueses têm dor crónica. SIP Portugal quer melhorar empregabilidade destes doentes
16/05/2019 15:12:49
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Três em cada dez portugueses têm dor crónica. SIP Portugal quer melhorar empregabilidade destes doentes

A Plataforma de Impacto Social da Dor na Sociedade Portuguesa (SIP Portugal) vai promover uma reunião, no próximo dia 20 de maio, no Hotel Marriott, em Lisboa, com os presidentes de vinte sociedades científicas e associações com interesse na área da dor.

 

“Acreditamos que apenas ao colaborarmos juntos, podemos enfrentar este enorme desafio social que é a dor crónica. Em Portugal, a prevalência da dor crónica, é estimada em 36,7%.  A reforma antecipada, o absentismo laboral, as mudanças de emprego e as pensões por incapacidade são consequências frequentes da dor crónica e da incapacidade associada, explica a Dr.ª Ana Pedro, presidente dd SIP Portugal.

“Nesta reunião pretendemos promover o diálogo para a necessidade do desenvolvimento de medidas de atuação, com caráter urgente, que possam combater os principais problemas relacionados com as pessoas com dor crónica, e delinear estratégias que possam ser implementadas a curto prazo”, acrescenta.

Das medidas apresentadas, destacam-se: a adaptação e flexibilidade nos empregos com horário completo diurno, por turnos, em período noturno e/ou com turnos irregulares que variam entre noite e dia; a adaptação do posto de trabalho e promoção de condições ergonómicas; a possibilidade de realizar o trabalho a partir de casa; a aposta na formação e consciencialização sobre a problemática da dor em contexto laboral mas também o alerta para o estigma, discriminação e coação no trabalho; a possibilidade de criação de um grupo de suporte para pessoas com dor crónica dentro de uma empresa, sem prejudicar o horário de trabalho, o empregado e o empregador.

A SIP Portugal reúne um grupo heterogéneo e informal constituído por representantes nacionais de organizações, sociedades científicas e associações de doentes preocupadas com o impacto social da dor. O seu valor acrescentado traduz-se na possibilidade de diálogo entre todos os intervenientes envolvidos, por forma a falarem a uma só voz, garantindo uma maior consciencialização do impacto social da dor e a promoção de políticas orientadas nesse sentido. 

Em Portugal, os objetivos desta plataforma estão, neste momento, centrados no emprego e na educação.

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