"Qualidade, inovação e internacionalização". Farmacêutica Bial celebra 95.º aniversário
23/04/2019 14:10:29
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"Qualidade, inovação e internacionalização". Farmacêutica Bial celebra 95.º aniversário

Os 95 anos são “uma data de grande significado. São poucas as empresas que alcançam 95 anos de vida e, sobretudo, de vida saudável. Saúdo a memória do meu avô, Álvaro Portela, que começou com 14 anos a trabalhar numa farmácia do Porto e mostrou grande talento, capacidade de trabalho e dedicação a um projeto que foi o seu, Bial”, afirma o Dr. Luís Portela, atual chairman da farmacêutica e neto do fundador. A farmacêutica portuguesa nasceu no Porto, em 1924, fundada pelo Dr. Álvaro Portela. Hoje é dirigida pelos seus descendentes e está focalizada na Investigação & Desenvolvimento (I&D), com dois medicamentos inovadores comercializados a nível mundial.

 

A celebrar esta data simbólica, o Dr. Luís Portela lembra ainda “todos os que ao longo destes anos deram o melhor de si a Bial. A empresa foi e é feita pelas pessoas. São elas que estão na base do que temos sido capazes de construir: uma companhia internacional de inovação. Acredito que esta equipa, com os bons produtos que temos e com os bons projetos que estamos a desenvolver, vai continuar esta trajetória de desenvolvimento e de crescimento.”

A Bial tem centrado a sua atividade na I&D de novos medicamentos, nomeadamente nas Neurociências, e é até hoje a única farmacêutica portuguesa com produtos de investigação própria.

O acetato de eslicarbazepina, para o tratamento da epilepsia, foi o primeiro a ser lançado, em 2009. Hoje está disponível em diversos países europeus e nos Estados Unidos da América (EUA), que representam o primeiro mercado em vendas de farmácia para a Bial.

O segundo medicamento, opicapona, para a doença de Parkinson, foi aprovado pela autoridade regulamentar europeia em 2016 e está a ser comercializado no Reino Unido, Alemanha, Espanha, Itália e Portugal, perspetivando-se, entre 2020 e 2021, a sua introdução noutros países europeus e nos EUA, China e Japão. 

Com mais de 15 mil novas moléculas sintetizadas, em média, a Bial aloca 20% da sua faturação anual à I&D, sendo a empresa portuguesa de base industrial que mais investe nesta área.

No ranking The 2018 EU Industrial RD Investment Scoreboard, a farmacêutica ocupou a 470.ª posição entre as mil empresas europeias que mais investem em I&D. Na Europa, há apenas 28 empresas que nos últimos dez anos foram capazes de desenvolver e comercializar medicamentos inovadores.

Atualmente,a Bial conta com uma equipa de 964 pessoas em que 78% tem formação universitária. No departamento de I&D, estão 111 pessoas, das quais 40% são doutoradas, de nove nacionalidades diferentes.  Paralelamente, o grupo tem fortalecido a sua expansão internacional com o reforço da sua atividade em importantes mercados farmacêuticos europeus.

A empresa tem atualmente filiais em nove países e vende os seus medicamentos em mais de 55, sobretudo da Europa, África e América. Nos últimos dez anos o peso das vendas nos mercados internacionais tem sido crescente, representando hoje 70% do volume de negócios, quando em 2010 era de apenas 30%. 

O Dr. António Portela, bisneto do Dr. Álvaro Portela e atual CEO, destaca a visão dos anteriores líderes e do seu pai, o Dr. Luís Portela, que “criou uma empresa baseada em três pilares: qualidade, inovação e internacionalização. Pilares que não só foram cumpridos como se mantêm na base do plano estratégico. Nos últimos anos a Bial evoluiu muito, temos medicamentos de investigação própria e estamos em diferentes pontos do globo. Estamos a celebrar o passado, mas a olhar para o futuro. Queremos que a BIAL se afirme cada vez mais como uma empresa de inovação. Este é um setor muito arriscado, que exige enormes investimentos e com resultados a muito longo prazo. Mas, tal como no passado, a saúde continua a ser o nosso sonho.” 

A caminho do centenário, a farmacêutica mantém como grande objetivo ser uma companhia farmacêutica de inovação com presença global, nomeadamente nos mercados de maior relevância - em que os EUA e a Ásia vão assumir um papel preponderante - com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas com novas soluções terapêuticas.

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