Sociedade Portuguesa de Hipertensão participa no maior registo mundial de hipertensão arterial
17/04/2019 16:08:30
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Sociedade Portuguesa de Hipertensão participa no maior registo mundial de hipertensão arterial

Pelo segundo ano consecutivo, a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) associa-se ao maior registo mundial de hipertensão arterial (HTA). Esta é mais uma das iniciativas integrantes do May Measurement Month (MMM), cujo objetivo é continuar a sensibilizar a população para a necessidade de medir a pressão arterial (PA), contando com o apoio da World Hypertension League (WHL).

 

Alguns dos centros previstos para esta iniciativa são o Centro de Saúde São João da Madeira, o Hospital Egas Moniz do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, o Hospital Garcia da Orta, o Hospital Pêro da Covilhã do Centro Hospitalar Cova da Beira, o Centro Hospitalar Entre Vouga e Douro e o Centro Hospitalar de Gaia e Espinho.

“O objetivo este ano é conseguir mais de mil rastreios de HTA, a juntar aos restantes países que, por todo o mundo, colaboram com a Sociedade Internacional de Hipertensão. Em dois anos já foram realizadas medições de PA a mais de 2.7 milhões de pessoas por todo o mundo, sendo que em 2017 os 1.2 milhões de rastreios identificaram mais de 150 mil pessoas com HTA previamente desconhecida, e mais de 100 mil com HTA mal controlada. Em 2018 foram rastreadas mais 1.5 milhões de pessoas, tendo em Portugal sido feitos mais de 900 registos. Para colaborar no rastreio basta contactar a SPH por email ou telefone. Pode ainda ser consultado o link www.maymeasure.com”, refere o presidente da SPH, Dr. Vítor Paixão Dias.

Especialmente neste mês, a SPH relembra a importância de medir a PA frequentemente, cujos valores devem ser inferiores a 140/90. Além disso, a importância de adotar hábitos de estilo de vida saudável e cumprir a toma da medicação prescrita são as principais mensagens que a SPH quer transmitir.

“Em Portugal, apesar de quase 75% dos hipertensos estar sob medicação, o controlo chega a pouco mais de 40%, e numa grande fatia este problema é causado pelo incumprimento da terapêutica”, explica o presidente da SPH.

“Infelizmente, muitos doentes não cumprem a medicação ou abandonam a mesma, o que, por conseguinte, vai dificultar o controlo da doença. Abandonar a medicação porque já se está bem ou porque não se sentiu bem com os comprimidos ou ainda porque se sente bem com a tensão alta são alguns do mitos e equívocos responsáveis pela descontinuação do tratamento para a HTA. Deve existir, cada vez mais, a preocupação de promover terapêuticas e posologias simples e, simultaneamente eficazes, para aumentar a taxa de adesão ao tratamento. Nunca é demais reforçar a velha máxima de que um comprimido só faz efeito quando é tomado”, conclui.

 


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