In4Med: tecnologia aliada à Medicina em prol do doente
27/03/2019 12:15:42
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In4Med: tecnologia aliada à Medicina em prol do doente

O VIII Congresso Médico-Científico “In4Med” decorreu entre os dias 21 e 24 de fevereiro, na cidade de Coimbra. A iniciativa, sob o mote “Defy the Norm, Dare to Transform”, foi organizada pelo Núcleo de Estudantes de Medicina da Associação Académica de Coimbra (NEM/AAC). Em entrevista à News Farma, a comissão organizadora comentou o sucesso da edição, marcada pelo aumento do número de participantes.

 

News Farma (NF) | O VIII Congresso Médico-Científico “In4Med” decorreu entre os dias 21 e 24 fevereiro e abordou temas distintos, desde os hábitos de sono ao envelhecimento. Que momentos pode destacar do evento?

Sofia Reimão (SF), coordenadora geral | Este ano, o VIII In4Med deu um grande passo ao mudar a sua localização. Passámos dos auditórios do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra para o Convento São Francisco, o que nos permitiu albergar um maior número de participantes, passando de cerca de 400 para 600 participantes. Estava na altura de mudar e de dar aos nossos participantes igualmente uma nova experiência, que se revelou um grande sucesso. Tivemos um programa cientifico de excelência, com a presença de inúmeros oradores internacionais e nacionais, onde se destacaram o Prof. Doutor Stan Monstrey, que abordou novas modalidades cirúrgicas em transgéneros, o Dr. Paul Pasquina, que nos falou sobre a implementação de novas tecnologias na reabilitaçao de traumatizados/veteranos da guerra; o Dr. Nick Littlehales, um sleep coach que trabalhou com o Cristiano Ronaldo quando o mesmo estava no Manchester United, o Dr. Aubrey de Grey, que nos veio apresentar a sua teoria em que nos explica que poderá estar entre nós um ser humano que vá viver mais de 1000 anos, o Dr. Youri Yordanov, que nos demonstrou o impacto da coordenação e atuação nos atentados de Paris em 2015, o Dr. Luca Carenzo, que nos mostrou a dimensão humana e emocional da vida de um médico de medicina de catástrofe e o Dr. Paul Beckert, que nos falou da sua experiência enquanto médico que acompanha um atleta de alta competição, com destaque para uma das suas presenças com a Seleção Nacional no Europeu de 2016, no qual Portugal se sagrou campeão. Uma das grandes novidades este ano, igualmente bastante bem recebida pelos nossos participantes, foi a introdução do debate Challenge what you believe! com o tema iTechMedicine, que contou com a presença de personalidades-chave para uma ampla discussão, moderado pelo jornalista Bento Rodrigues. De referir a qualidade exímia do nosso programa social, que tem como objetivo fomentar a partilha de experiências entre participantes e oradores, bem como oferecer aos nossos participantes um momento de pura descontração e requinte. Este ano, o mesmo realizou-se na Antiga Igreja do Convento São Francisco e Galerias de Santa Clara, ambos espaços de excelência na cidade de Coimbra.  

 

NF | Com quantos participantes contou a iniciativa? Qual o feedback recebido?

Sabrina Marques (SM), coordenadora Interna | Com  a mudança para o Convento São Francisco, conseguimos aumentar o número de participantes de 400 para 600. Durante os dias do congresso recebemos imenso feedback positivo dos nossos participantes. Desde o nosso programa científico de excelência, o nosso programa social de classe e glamour, até aos nossos coffee breaks deliciosos. 

 

NF | Qual a importância das figuras internacionais num evento como este? 

SR | Portugal tem ótimos médicos, investigadores e outros profissionais de Saúde, e o próprio programa cientifico do In4Med contemplou muitas figuras nacionais. Contudo, torna-se pertinente mostrar aos nossos participantes o conhecimento de vanguarda, aquilo que ainda não é feito em Portugal ou, por outro lado, demonstrar também a experiência e formas de atuar de noutros países. É de relevo trazer formas diferentes de pensar para fazer os nossos participantes aprender e refletir sobre algo que normalmente não aprende numa sala de aulas. 

 

NF | De um modo geral, qual o balanço do evento? 

SM | Após quatro dias de congresso, concluímos com um balanço muito positivo do evento. Com dez meses de preparação, uma equipa de 51 pessoas e muito esforço, conseguimos ver o fruto do nosso trabalho. 

 

NF | Tendo em conta que esta foi a 8.ª edição, que retrospetiva conseguem fazer?

SM | O In4Med teve a sua origem nos auditórios do Pólo III na nossa Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Foi no ano de 2015, na quarta edição do congresso, em que se fez a primeira grande mudança, para os auditórios do Centro de Congressos dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC). Nesta oitava edição conseguímos expandir e dar mais um salto para o Convento São Francisco. O In4Med pretende dar a melhor experiência aos seus participantes e continuar a evoluir para garantir isso mesmo.

 

NF | O mote desta edição foi “Defy the norm, dare to transform”, em que também houve lugar o Debate iTechMedicine sobre a “evolução tecnológica na Medicina”. Como perspetiva o futuro da temática?

SF | O mote da última edição foi “Defy the norm, dare to transform”. Nesta VIII edição, pretendeu-se promover o espírito crítico e estimular os nossos participantes, com o intuito de lhes promover a melhor experiência, quer a nível curricular como extra, oferecendo novos conteúdos fora da normalidade. Ambicionou-se proporcionar aos nossos participantes uma viagem didática pelos vários génios da atualidade e uma vivência pessoal. Com garra e determinação, toda a Comissão Organizadora do VIII In4Med aspirou desafiar os seus nossos limites e levar este congresso à sua maior transformação. Mote este que foi cumprido na sua totalidade. 

A evolução tecnológica é uma realidade e a marca que tem deixado nos cuidados de saúde é notável e visível ao longo das últimas décadas. Perante as potencialidades que a tecnologia nos oferece em diversos campos, com a substituição da mão humana em diversas situações, achamos legítimo levar este tema a debate. Perante todo o avanço tecnológico vivido e por viver, torna-se claro que o futuro da medicina será risonho, mas questiona-se qual será o papel do médico? Uma questão difícil de responder, pois a resposta carece da avaliação de uma panóplia de dimensões, o que tornou pertinente a presença de cada um dos nossos convidados no debate: Dr. Carlos Vaz (médico especialista em Cirurgia Geral, com diferenciação na Cirurgia Robótica e Laparoscópica), Prof. Doutor António Vaz Carneiro (Especialista em Medicina Interna, Nefrologia e Farmacologia Clínica, dirige o Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência e o Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública), Prof. Doutora Isabel Margarida Ribeiro Silvestre (especialista em Ginecologia-Obstetricia, com a subespecialidade de Medicina da Reprodução, sendo membro do Conselho Nacional de Ética e Deontologia Médica), Dr.ª Paula Martins de Jesus (especialista em Saúde Pública e atualmente Diretora Médica da Farmacêutica Merck Sharp & Dohme (MSD)), e o Dr. Manuel Dias (mestre em Gestão de Sistemas de Informação pelo Instituto Superior de Gestão e Economia (ISEG)), e Business Analytics Lead na Microsoft Portugal. 

A ideia utópica seria a de uma aliança entre a Tecnologia e a Medicina. Não conseguimos impedir a evolução tecnológica, que vem para ficar, mas temos de pensar e assumir uma atitude crítica, para que não seja tarde, com prejuízo para os cuidados de saúde e bem-estar do doente. A Tecnologia melhorou em muito os resultados em Saúde e, por isso, é uma forte aliada na prática médica, em que nem uma nem outra devem ser substituídas, mas sim aliadas em prol do doente.

 


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