APAH revela contributos para a implementação de Business Intelligence no SNS
APAH revela contributos para a implementação de Business Intelligence no SNS

Decorreu no dia 12 de março, na cidade de Lisboa, a sessão pública “Contributos para a Implementação de um Business Intelligence no SNS”, promovida pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH). 

O encontro revelou as principais conclusões de um trabalho desenvolvido pelo Grupo de Trabalho para a Gestão da Informação em Saúde da APAH, focado na tendência de aumento do volume de dados existentes nas organizações de Saúde em Portugal e nos contributos que a implementação de um Business Intelligence (BI) pode trazer ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). Em entrevista à News Farma, a Prof.ª Doutora Teresa Magalhães, coordenadora do Grupo, afirmou que a apresentação da proposta serviu também para identificar os principais desafios que os hospitais e o SNS enfrentam neste momento.

O BI, que surge definido como o uso de informação e de ferramentas de análise especializada, foi apresentado pelos benefícios que traz às organizações de Saúde em diversas áreas. Além de aumentar a eficiência e ajudar no controlo de custos, contribui para uma melhor qualidade na prestação de cuidados e, consequentemente, melhores resultados em saúde.

Nas palavras da Prof.ª Doutora Teresa Magalhães o BI consegue "agregar os dados e transportá-los de maneira a que o acesso aos mesmos seja muito mais célere, o que em determinados contextos pode fazer a diferença na decisão clínica e de gestão no SNS". O trabalho apresentado, na visão do Grupo de Trabalho, foi o primeiro contributo para que os sistemas de informação permitam trabalhar, colaborar e gerir melhor todas as interações na área da Saúde.

A especialista explicou, ainda, que numa primeira instância a reunião conseguiu "contribuir como um todo para iniciar a adoção deste tipo de ferramentas na área da Saúde mas, acima de tudo, alertar para o facto de existirem dados que podem ser reunidos e tratados” para a utilização e criação de conhecimento.  

A Prof.ª Doutora Teresa Magalhães afirmou que este tratamento de dados poderia trazer benefícios para a prestação dos cuidados de Saúde, no que toca ao diagnóstico e ao acompanhamento do doente.

A sessão pública contou com dois momentos de discussão que, para além de identificaram os principais desafios - a fraca qualidade e cruzamento dos dados, a dificuldade de acesso aos mesmos e a incapacidade de realizar benchmarking entre as entidades - conseguiram partilhar as diferentes perspetivas.

A primeira mesa foi composta por representantes de instituições da Direção Geral de Saúde (DGS), Conselho Nacional de Saúde e Ministério da Saúde. A segunda mesa focou a perspetiva da área farmacêutica, contando com a participação de médicos, de farmacêuticos e representantes da indústria.

 


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