Candidaturas ao Prémio Maria José Nogueira Pinto já arrancaram
19/03/2019 17:22:35
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Candidaturas ao Prémio Maria José Nogueira Pinto já arrancaram

O mês de março marca o arranque da 7.ª edição do Prémio Maria José Nogueira Pinto. O processo de candidaturas à nova edição do prémio, que visa reconhecer o trabalho desenvolvido na área da responsabilidade social, decorre até 10 de maio. Este prémio confere, anualmente, um valor pecuniário de 10 mil euros ao grande vencedor e a cada uma das menções honrosas é atribuído o valor de mil euros. Esta iniciativa tem como fundamental propósito apoiar e incentivar as instituições a continuarem o seu trabalho, reconhecendo o seu impacto na comunidade e a sua natureza inovadora.  A Dr.ª Maria de Belém Roseira, presidente do júri, em entrevista à News Farma efetua um balanço dos sete anos deste galardão.

News Farma (NF) | Estamos na 7.ª edição do prémio Maria José Nogueira Pinto. Que balanço faz deste galardão?

Dr.ª Maria de Belém Roseira (MBR) | Pela apreciação que é feita pelas instituições que têm concorrido e que têm sido distinguidas, penso que o balanço não podia ter sido melhor. As instituições têm sempre dificuldade na angariação de receitas e, por vezes, isso é muito pouco estimulante para o desenvolvimento de novos projetos. Mesmo assim, aquilo a que assistimos é a uma enorme criatividade de norte a sul do país e regiões autónomas, e isso é sinal de que a necessidade é mãe do engenho e, portanto, as pessoas reinventam formas de intervir para minorar as situações mais vulneráveis que ocorrem na nossa sociedade.

NF | Quais são os principais critérios para a atribuição deste prémio?

MBR | O objetivo principal é que os concorrentes desenvolvam e apresentem projetos que contribuem para melhorar o ambiente social à sua volta. Evidentemente, aquilo que se pretende são respostas inovadoras e que possam ser replicadas porque é esta a filosofia das novas e boas práticas. Portanto, alguém tem uma ideia, aplica-a no terreno, avalia os resultados e, sendo estes positivos, é bom que essa boa prática possa ser disseminada porque isso até faz parte dos objetivos da natureza das instituições particulares de solidariedade social. Ao contrário do que se passa no setor privado, em que a concorrência é a forma de estar no mercado, na economia social o lema principal é a cooperação. Eu quando estou a fazer alguma coisa que é boa, não estou a fazê-la para concorrer com outros, mas para servir bem as pessoas. E se outra instituição quer fazer como eu faço, eu até posso ajudar a desenvolver o projeto. É esta a filosofia.

NF | “EKUlzar para mudar o Mundo!” da Associação Leque foi o projeto vencedor da edição anterior. De que forma é que este projeto se distinguiu dos restantes em concurso?

MBR | Esse projeto foi de uma instituição de Alfandega da Fé, um concelho do nordeste transmontano, uma das regiões mais desfavorecidas do país. Isto significa que, mesmo existindo poucos recursos, a criatividade deve ser reconhecida e estimulada. A Associação Leque conseguiu criar um baralho composto por 26 cartas que ajuda, simultaneamente, as crianças a ler, a escrever e a comunicar com outras pessoas que têm dificuldades de comunicação devido a problemas de saúde como surdez ou cegueira, ou qualquer diminuição das suas faculdades que as impeça de participar na vida comunitária e realizar até as suas tarefas normais. Esta ferramenta é extraordinária porque é um instrumento de inclusão muito valioso pois permite um crescimento inclusivo de todos, independentemente das características.

NF | Em 2018, o prémio Maria José Nogueira Pinto alcançou novamente um número record de candidaturas, registando um total de 125 projetos inovadores, provenientes de instituições de vários pontos do país. Quais as expectativas para esta edição?

MBR | Nós queríamos, evidentemente, ultrapassar este número porque achamos que é muito importante que as instituições concorram pois é um grande estímulo para elas próprias. Quando eu tenho de apresentar algo a concurso, eu esforço-me por fazer muito bem algo e isso significa cumprir melhor a minha missão enquanto instituição. E, portanto, esta dinâmica é enriquecedora. Nós gostaríamos que mais projetos concorressem. Através de comunicações várias, tem-se efetuado um esforço para divulgar esse calendário de apresentação de candidaturas que decorre entre um de março e 10 de maio. Podemos ficar satisfeitos porque, logo no primeiro dia de abertura, apareceram muitas instituições para se registarem e, até ao momento, já tivemos algumas candidaturas. O facto de começarmos a ter candidaturas desde muito cedo é bom sinal e, portanto, nós esperamos que isso signifique que muitas instituições vão concorrer. E é muito importante que concorram porque, para além do prémio, podem ser distinguidas com uma menção honrosa mas, independentemente disso, até aquelas que se deslocam depois à cerimónia de atribuição do prémio que é sempre no principio de julho, uma vez que foi nessa data que faleceu a Dr.ª Maria José Nogueira Pinto, estabelecem-se redes de ligação muito proveitosas e dinamizadoras de novas ideias e novos projetos.

NF | Como se realiza o processo de candidatura a decorrer até dia 10 de maio?

MBP | As instituições concorrem através de meios digitais e com limite de palavras para a descrição do projeto do candidato, não sendo, por isso, necessária uma descrição exaustiva daquilo que vão apresentar. Deste modo, os membros do júri podem ir ao essencial de cada projeto. Há uma pré-seleção que é feita pela MSD. O júri, terá acesso, quer a essa pré-seleção, quer a todos os projetos candidatos. Ou seja, apesar da pré-seleção, qualquer membro do júri pode pedir uma avaliação mais aprofundada de algum projeto que não tenha sido objeto de pré-seleção.

O júri é composto pelo Eng. Anacoreta Correia, Dr.ª Clara Carneiro, Dr.ª Isabel Saraiva, Monsenhor Vítor Feytor Pinto, Prof. Doutor Jaime Nogueira Pinto e o Dr. Pedro Marques, em representação da MSD. Normalmente as reuniões para análise dos projetos são feitas na paróquia do Campo Grande, por gentileza e simpatia do Monsenhor Vítor Feytor Pinto e que também era a paróquia frequentada pela Dr.ª Maria José Nogueira Pinto. Em função da análise dos diversos projetos, chegamos a um consenso. Depois entra-se na fase de preparação da cerimónia de entrega do prémio que inclui sempre uma avaliação do projeto vencedor do ano precedente. Esta será assim uma sessão de celebração, de apresentação de contas e de reconhecimento de todo o trabalho dos concorrentes.

NF | Gostaria de deixar alguma mensagem para incentivar à apresentação de novas candidaturas?

MBP | A mensagem é: concorram! Uma vez que as candidaturas são efetuadas de forma digital, não custa nada. Qualquer pessoa que concorra a estes prémios é destra nas novas tecnologias. Portanto, não é difícil e pode ser muito enriquecedor. Nós sabemos que surgem ideias maravilhosas, mas que precisam de mais recursos que lhes permitam construir um rastilho virtuoso. É este o estímulo: concorram!

Para consultar o regulamento do Prémio e a ficha de candidatura, visite o site

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