Só o diagnóstico precoce consegue travar a perda da visão provocada pelo glaucoma
11/03/2019 11:46:21
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Só o diagnóstico precoce consegue travar a perda da visão provocada pelo glaucoma

A Semana Mundial do Glaucoma, iniciada ontem, dia 10 de março, e que se prolonga até ao próximo dia 16 de março, serve de alerta para a importância do diagnóstico precoce do glaucoma, doença que, para além de grave, é capaz de roubar a visão. O aviso é feito pela Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), que lembra, ainda, que a patologia é a principal causa evitável de cegueira irreversível. 

Num comunicado divulgado à comunicação social, estima-se que em 2040 mais de 110 milhões de pessoas sejam portadoras desta doença. A prevenção, através da visita a um especialista e da realização de exames de rotina, é a melhor forma de o evitar. 

“O glaucoma, sendo uma doença potencialmente grave, tem tratamento que, quando instituído atempadamente, pode manter uma boa qualidade de vida”, garante o Dr. Flávio Alves, especialista do Grupo Português do Glaucoma, da SPO. 

"Tal como nos países ocidentais, a percentagem de doentes com glaucoma varia entre 2,0 a 2,5% sendo mais frequente nas faixas etárias mais elevadas”, acrescenta. Contas feitas em Portugal são cerca de 200 mil as pessoas que sofrem com esta patologia. 

“O diagnóstico precoce é fundamental porque permite melhores resultados com o tratamento. Além disso, as lesões provocadas pelo glaucoma (perda do campo visual) são irreversíveis e mais graves com a evolução da doença”, salienta o especialista. 

Não havendo história familiar de glaucoma, o especialista considera que, “pelo menos aos quarenta anos, deve-se efetuar uma consulta com o médico oftalmologista para despiste da doença”. 

Uma periodicidade que varia em função daquilo que for encontrado na primeira consulta que, “no caso de normalidade, deverá ser de dois em dois anos, mas deverá ser mais frequente com a evolução da idade e a presença de doença”.

O principal fator de risco do glaucoma é a hipertensão ocular, ainda que, explica o médico, existam outras, como “a herança genética, alterações vasculares, a raça (nomeadamente a negra e a asiática)”. 

E apesar da prática de exercício físico poder ter vantagens, uma vez que permite a redução da pressão intraocular e uma melhoria na circulação a nível ocular, “em glaucomas avançados, no entanto, assim como no síndrome de dispersão pigmentar, o exercício pode não ser benéfico”.

 O especialista realça que “a consulta com o médico oftalmologista é importantíssima, especialmente nos casos em que há história familiar positiva”. E acrescenta que, quando diagnosticado e instituído o tratamento, é mandatório cumprir as instruções, quer no uso da medição, quer na realização de consultas e exames periódicos, para uma melhor monitorização da doença”.


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