Portugal é um dos cinco países europeus que recebem mais de quatro milhões de euros para investigar a dor esquelética
25/02/2019 15:59:22
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Portugal é um dos cinco países europeus que recebem mais de quatro milhões de euros para investigar a dor esquelética

Conseguir entender melhor a dor esquelética e desenvolver novas estratégias terapêuticas é a ambição do projeto europeu Bonepain II, que irá formar 15 jovens nessa área. Para isso, um grupo de oito grupos de investigação – incluindo o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), no Porto – e quatro empresas de seis países na Europa vão ter 4,4 milhões de euros do programa Horizonte 2020 da Comissão Europeia no âmbito das ações Marie Sklodowska-Curie, anunciou o i3S em comunicado.

 

As dores ósseas – sejam associadas às artroses, a fraturas causadas pela osteoporose ou a metástases ósseas – afetam milhões de pessoas em todo o mundo.

“Apesar de se tratar de uma dor muito debilitante e que afeta fortemente a qualidade de vida de muitas pessoas, a investigação sobre dor óssea é muito limitada”, destaca-se no comunicado sobre o Bonepain II, projeto que começou em janeiro deste ano e tentará fortalecer essa investigação. 

“O objetivo final é conseguir perceber melhor a dor esquelética e propor novas estratégicas terapêuticas”, afirma a Dr.ª Meriem Lamghari, do i3S e responsável pelo projeto em Portugal. Fazem ainda parte do Bonepain II instituições científicas (entre elas o King’s College de Londres e o Instituto Karolinska) e empresas da Dinamarca, do Reino Unido, Suécia, Holanda e Alemanha.

Durante o projeto, 15 jovens irão fazer o doutoramento em várias áreas da dor esquelética. “Não há uma solução fiável [para a dor esquelética] e para se investir nesta área é importante formar pessoas”, disse a Dr.ª Meriem Lamghari, acrescentando que neste momento está a decorrer o recrutamento desses jovens a nível internacional.

Em Portugal, serão desenvolvidos modelos experimentais para recriar o ambiente das metástases ósseas. Mais concretamente, a Dr.ª Meriem Lamghari explica no comunicado que será desenvolvido “um modelo in vitro baseado em chips que simulam a complexidade e o ambiente dos órgãos humanos”.

Esses modelos irão recriar uma realidade in vitro muito parecida com a realidade, o que permitirá estudar a interação entre as células nervosas, as ósseas e as cancerosas.

E porquê essas células?

“Sabemos que em situação de metástase óssea, as fibras nervosas no local sofrem um aumento significativo no seu crescimento. Queremos saber por que razão crescem de forma anormal nestas situações, qual dos três grupos de células está a enviar sinais e para quem”, refere a investigadora no mesmo comunicado, adiantando que os modelos 3D poderão ser usados para testar potenciais terapias.

Já em janeiro deste ano, foi anunciado que o projeto europeu Restore coordenado pela Dr.ª Meriem Lamghari e com o objetivo de criar implantes inteligentes para reparar defeitos na cartilagem do joelho também teria 5,5 milhões de euros do Horizonte 2020. Além do i3S, participam no projecto Restore mais sete instituições académicas europeias e duas empresas da Finlândia.

No final, espera-se diminuir ou retardar o aparecimento da osteoartrite.

 

Fonte: Público

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