Portugal é o país da Europa Ocidental com a maior taxa de mortalidade causada por AVC
28/01/2019 14:51:40
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Portugal é o país da Europa Ocidental com a maior taxa de mortalidade causada por AVC

Por hora, três portugueses sofrem um acidente vascular cerebral (AVC), sendo que um deles não sobrevive e, dos restantes, metade ficará com sequelas incapacitantes. O AVC continua a ser a principal causa de mortalidade e incapacidade em Portugal. Para compreender a realidade nacional e definir uma estratégia de combate ao AVC a curto e médio prazo, a Sociedade Portuguesa do AVC (SPAVC) reúne especialistas nacionais e internacionais no seu congresso anual para um debate abrangente e que se pretende esclarecedor, que arranca nesta semana.

É já nos dias 31 de janeiro e 1 e 2 de fevereiro de 2019 que a SPAVC organiza o 13.º Congresso Português do AVC, no Porto. Especialistas estrangeiros juntam-se aos mais reputados clínicos e investigadores nacionais para debater os temas atualmente mais desafiantes, no que se refere à doença vascular cerebral, na qual o AVC se inclui.

Procurando traçar uma estratégia clara de combate ao AVC no panorama nacional, haverá uma conferência sobre o “Plano de Ação para o AVC na Europa”, apresentada pela Prof.ª Valeria Caso, past president da European Stroke Organisation (ESO), uma das entidades promotoras deste documento internacional, em colaboração com a associação europeia de sobreviventes de AVC, a Stroke Alliance for Europe (SAFE).

“Todos os anos, cerca de 1,3 milhões de pessoas na Europa sofrem um primeiro AVC. Consequentemente, o impacto socioeconómico do AVC é considerável, com um custo anual na Europa na ordem dos 45 mil milhões de euros”, avançou a neurologista da University of Perugia, em Itália. “Segundo as projeções mais recentes, a carga global de AVC na Europa sofrerá um aumento de mais 35% até o ano 2050 devido, em grande parte, ao envelhecimento da população”.

“Action Plan For Stroke in Europe 2018-2030” é o título do documento que estabelece objetivos e metas para proporcionar melhores cuidados aos doentes com AVC na Europa, a partir da intervenção em quatro áreas de atuação estruturais (prevenção primária, fase aguda, reabilitação e vida pós-AVC), o qual deve ser implementado de forma faseada até 2030, adaptando as estratégias à realidade local de cada país.

“O plano de ação constitui uma importante fonte de referência relativamente às ações necessárias para aumentar os esforços em torno da prevenção e tratamento do AVC”, esclareceu a Prof.ª Doutora Valeria Caso. Portugal, como país europeu, e a SPAVC, enquanto sociedade científica representativa desta patologia junto da sociedade congénere europeia, estão também envolvidos neste objetivo conjunto.

Ao longo de todo o Congresso, e percorrendo vários temas, “a SPAVC irá analisar a informação que existe em Portugal acerca do estado de cada uma das grandes áreas de intervenção na cadeia do AVC”, explicou a vice-presidente da SPAVC e presidente desta conferência, Prof.ª Doutora Elsa Azevedo, pretendendo-se fazer uma atualização e promover um debate multidisciplinar que facilite a definição de um Plano de Ação Nacional, “para que Portugal possa atingir os objetivos delineados pela Europa até 2030”, salientou a especialista.

Do programa científico fazem parte sessões temáticas multidisciplinares como as novas técnicas de imagem para esclarecimento de etiologia do AVC isquémico, défice cognitivo vascular, AVC hemorrágico, trombectomia, reabilitação e organização da terapêutica de reperfusão. Para além da conferência sobre o plano de ação, o Congresso promove outras conferências sobre temas diversos, como guidelines da hipertensão arterial, diabetes como fator de risco para deterioração cognitiva, fisiopatologia da doença de pequenos vasos, prevenção do AVC isquémico na angiopatia amiloide, AVC criptogénico/ESUS, dupla antiagregação, presente e futuro da trombólise, polimedicação e prioridades em investigação clínica em AVC.

A sessão de abertura terá como orador convidado o Prof. Doutor António Sousa Pereira, Magnífico Reitor da Universidade do Porto, intervindo sobre “A Universidade na formação médica pós-graduada”.

Consulte aqui todas as informações.

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