Maioria das equipas de cuidados paliativos apresenta plano interno de prevenção de burnout dos seus profissionais
10/12/2018 15:25:24
Partilhar por emailShare on Google+Partilhar no facebookPartilhar no linkedinPartilhar no twitter
Maioria das equipas de cuidados paliativos apresenta plano interno de prevenção de burnout dos seus profissionais

O Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa (ICS - UCP) divulgou novos dados do Relatório de Outono do Observatório Português de Cuidados Paliativos 2018.  Os resultados indicam que mais de metade das equipas de cuidados paliativos apresentam um plano interno de prevenção de burnout dos seus profissionais.

O estudo sobre a questão do burnout demonstra que a maioria das equipas apresenta um organograma com identificação dos líderes e responsáveis pelos doentes (82.9%), sendo que mais de metade das equipas (69.7%) não tem plano interno de prevenção de burnout, mas apresenta plano anual de formação contínua (68.4%).

Em todas as equipas se admite a existência de um líder e responsável da equipa, embora nem sempre o caraterizem. Das equipas que identificaram os líderes/responsáveis da equipa, a maioria são médicos (65.8%), ou médicos e enfermeiros (13.2%), ou apenas os enfermeiros são responsáveis pela equipa (5.3%), a assistente social (1.3%), sendo que numa outra equipa foi identificada a diretora clínica (1.3%). 10.5% das equipas confirmaram a existência de um líder/responsável, mas não o identificaram.

O relatório revela, ainda, que é identificado, por escrito, o gestor de caso em 48.7% das equipas, e tal não se observa nas restantes (51.3%). Relativamente aos registos das reuniões, cerca de 80% das equipas efetua registos das reuniões, sendo que a maioria dos profissionais que participam são médicos (98.7%), enfermeiros (98.7%), psicólogos (89.5%) e assistentes sociais (93.4%).

Cerca de 70% das equipas apresentam um programa de apoio ao luto

Das 76 equipas de cuidados paliativos que responderam ao inquérito, 69.7% apresentam um programa de apoio no luto, com seguimento da família/cuidadores que perderam um familiar. Destas, apenas 60.5% assumem ter um protocolo formal e estruturado com ações e atividades preconizadas no apoio ao luto.

Das várias ações/atividades propostas pela maioria de guidelines e protocolos de atuação no acompanhamento e apoio ao luto, as questões incidiram sobre carta de condolências, visita ao domicílio, consulta, chamada telefónica e/ou consulta de follow-up. Alguns indivíduos acrescentaram outras questões, tais como a conferência familiar, a consulta de grupo ou envio de sms.
Os profissionais que mais se envolvem nestas atividades são o enfermeiro e o psicólogo, embora os outros profissionais como médico, assistente social e assistente espiritual também participem, mas mais ocasionalmente.

Quanto aos timings das ações/atividades realizadas após a morte do doente, a variabilidade é enorme e difícil de tipificar. No entanto, a grande maioria estabelece um contacto com família/cuidadores até ao primeiro mês após a morte. Algumas contactam no dia da morte, nas primeiras 24h, 48h ou 72h, na primeira ou segunda semana, outras no primeiro mês e algumas referem que este acompanhamento é muito variável, dependente de várias circunstâncias e também personalizado. Consulte aqui o estudo.

Apenas 50% dos doentes morre no local desejado de óbito

Entre os 259 doentes cuja preferência foi reportada, 68.7% preferiu morrer em casa própria ou de um familiar ou amigo), 16.6% numa unidade de cuidados paliativos (UCP), 3.1% num hospital ou unidade que não fosse UCP e 1.1% num lar ou residência. Para além destes locais, 10.4% referiu que não sabia ou preferia não responder.

Dos 188 doentes com local de morte identificado, 54.3% morreu numa UCP, 22.9% num hospital ou unidade que não fosse UCP, 22.3% em casa e 0.5% num lar ou residência.

Analisando dados de 107 doentes cujo local de morte desejado e local de ocorrência da morte eram conhecidos, 26.3% dos que preferiram morrer em casa própria, 54.5% dos que preferiam morrer em casa de um familiar ou amigo, 97.1% (34) dos que desejavam morrer numa UCP e 100% dos que desejavam morrer num lar ou residência conseguiram concretizar a sua preferência. A concordância geral foi de 52.3%, com valor k de 0.34 (p˂0.001). Consulte o relatório aqui


Pesquisa

Publicações

Prev Next

Médico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Farmacêutico News, 37, janeiro/fevereiro 2019

Hematologia e Oncologia, 24, dezembro 2018

15.º Congresso Português de Diabetes, n.3

  SIDA, 37, janeiro/fevereiro 2019