Segundo o autor, “este livro é dedicado ao carcinoma da próstata resistente à castração, e pretende alertar os urologistas e oncologistas para o perfil farmacodinâmico, farmacocinético e o modo de ação dos novos fármacos que existem para o seu tratamento”. “Obviamente, em relação a todos os fármacos, será sempre explicado também, quais as dosagens e esquemas de tratamento. Assim como interações, e efeitos secundários”, esclarece.
Apesar de este livro ser dedicado ao tratamento, o Dr. Fernando Calais realça que o seu sucesso depende muito do estadio em que a doença é diagnosticada e explica que “a deteção precoce deve ser feita a partir dos 50 anos e até aos 70 anos”. “Se o homem tiver um familiar próximo (pai, avô, irmão, tio) com carcinoma da próstata deve começar aos 40 anos”, explica.
Relativamente ao diagnóstico, o urologista esclarece que “precisamos inicialmente de fazer uma análise de sangue (PSA) e só depois, se se confirmar a possível suspeita, será feita uma biópsia prostática”. “Tem de se fazer sempre uma biópsia, uma vez que é a única maneira de confirmarmos se há ou não um carcinoma. Este procedimento é sempre feito com consentimento do doente, devendo ser-lhe sempre explicado todos os passos, assim como todos os prós e contras”.
“Há uma grande controvérsia em relação ao rastreio e diagnóstico precoce, no entanto manda o bom senso que quanto mais cedo for possível diagnosticar, maiores são as possibilidades de sucesso no tratamento”, conclui o especialista.
A apresentação do livro está agendada para as 19h00.













