Tratamento da enxaqueca em Portugal maioritariamente controlado por médicos de família e neurologistas
14/11/2018 15:43:20
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Tratamento da enxaqueca em Portugal maioritariamente controlado por médicos de família e neurologistas

79% dos portugueses que sofrem de enxaqueca sentem-se limitados para cumprir as tarefas diárias durante uma crise. Esta é uma das principais conclusões da investigação “My Migraine Voice”, o maior estudo mundial de avaliação do impacto social e económico da enxaqueca, que vai ser apresentado amanhã, no Congresso de Neurologia 2018.

Promovido pela Novartis e pela European Migraine e Headache Alliance (EMHA), o estudo revela ainda que o impacto da patologia na vida profissional é reconhecido por 80% dos inquiridos, sendo que metade dos doentes faltou ao trabalho por causa da enxaqueca no último mês (uma média de 3,8 dias). Os participantes reportaram uma média de 10 dias prejudicados pela enxaqueca no mês anterior ao estudo e 44% dizem que os ataques duram um ou mais dias

Em Portugal, os tratamentos preventivos da enxaqueca mais comuns são antidepressivos (33%), betabloqueadores (28%) e antiepiléticos (26%). A doença é controlada maioritariamente por médicos de família (45%) e neurologistas (30%).

Os participantes afirmaram que a enxaqueca gera vários sentimentos negativos, incluindo a incompreensão por parte dos outros (54%), a sensação de impotência face à doença (43%) e a depressão (40%).
Quase todos os inquiridos (95%) relatam dificuldade em dormir, assim como a necessidade de períodos prolongados no escuro ou isolados durante uma crise de enxaqueca (90%, numa média de 11,6 horas por mês).
Cerca de metade dos portugueses envolvidos no estudo (43%) são afetados pela doença há mais de dez anos, 76% reportaram outras doenças crónicas e 59% têm histórico de enxaqueca na família. Das enxaquecas que acometem a população portuguesa, 76% requerem medicação e, destas, 85% são tratadas com analgésicos.

De acordo com a diretora executiva e ex-presidente da EMHA, Dr.ª Elena Ruiz de la Torre, “estes resultados trazem uma nova perspetiva sobre uma doença invisível, ainda que debilitante”. “Apesar de viverem com uma condição altamente incapacitante, estas pessoas esforçam-se por ser produtivas, mas precisam de maior alívio dos sintomas e apoio no local de trabalho, para conseguir atingir o seu potencial em pleno”, acrescenta.

O estudo mundial My Migraine Voice avaliou a carga da enxaqueca do ponto de vista do doente. Os dados foram recolhidos através de um questionário online de 30 minutos, em 31 países, entre setembro de 2017 e fevereiro de 2018. Em Portugal foram inquiridos 143 doentes sendo que, destes, 80% são mulheres, com uma média de 37 anos, 73% estão empregados e 48% são casados.

O estudo foi orientado por um comité diretivo que inclui pessoas que vivem com enxaqueca, neurologistas e associações de doentes. Foi conduzido pela empresa de estudos de mercado GfK Health Switzerland.

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