Enabling Innovation: inovação tem de ser trabalhada mediante uma perspetiva de longo prazo
09/11/2018 15:57:09
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Enabling Innovation: inovação tem de ser trabalhada mediante uma perspetiva de longo prazo

Na passada quinta-feira, dia 8 de novembro, decorreu no Campus da Nova SBE, em Carcavelos, uma reunião promovida pela farmacêutica Takeda, que juntou no mesmo espaço dezenas de agentes da saúde em Portugal. No final da Enabling Innovation, registaram-se algumas conclusões que podem vir a ser bastante relevantes para a valorização do ecossistema de saúde nacional. Destaque para o consenso em torno do facto de que a inovação tem de ser feita em conjugação com diferentes operadores, mas também que a inovação leva tempo e tem de ser trabalhada numa perspetiva de longo prazo. Veja a galeria de fotografias do evento. 

 

O encontro, que tinha por objetivo discutir oportunidades de inovação no setor da saúde, contou com a participação do Prof. Doutor Nadim Habib, mestre em Economia e reconhecido orador nas áreas de estratégia e inovação, que deixou várias recomendações para o futuro.

“Numa altura em que se verifica uma transferência de talentos da área da ciência para a Tecnologia e a Gestão, temos que recolocar a Medicina e as Ciências Farmacêuticas como a prioridade destes talentos; temos de ser criativos e inovadores, para incentivarmos os jovens e os novos profissionais a alimentarem a sua paixão pela ciência”.

Por sua vez, a Dr.ª Dominika Kovacs, country manager da Takeda, afirmou que “o conhecimento atual é vasto e está disperso, por isso, é impossível uma entidade reunir em si mesmo todas as condições para fazer progressos significativos na área da ciência. Há-que ter a humildade de perceber que isso só se consegue através de parcerias. É indiferente se somos líderes ou participantes desse processo. O importante é o benefício que podemos levar aos doentes”.

De acordo com o Prof. Doutor Nadim Habib, “para haver um sistema de saúde mais equilibrado, do ponto de vista financeiro e de serviço, é preciso ir além da ciência e colocar as comunidades beneficiárias no centro da equação. No fundo, elevar o conhecimento em saúde das populações e coloca-las a refletir e a contribuir para a valorização do ecossistema”.

Uma mensagem que foi corroborada pela Dr.ª Dominika Kovacs, que aproveitou para nomear o projeto Life Enablers como um desses exemplos, deixando também rasgados elogios ao Sistema Nacional de Saúde português e aos profissionais do setor “nestes primeiros três meses de residência em Portugal, já tive oportunidade de conhecer vários hospitais e unidades de saúde, bem como médicos e executivos do setor e posso dizer que tenho ficado muito impressionada com a qualidade da infraestrutura, mas acima de tudo com o conhecimento e capacidade das pessoas que nelas trabalham”.

“Estou convencida de que existem todas as condições para fazer de Portugal um país recetor de mais ensaios clínicos e de soluções inovadoras, que vão com toda a certeza enriquecer o Serviço Nacional de Saúde, que é um exemplo internacional, do qual se devem orgulhar”, acrescentou.

Vencedor do Life Enablers

No âmbito do encontro foi também conhecido o vencedor do projeto Life Enablers, dirigido a estudantes universitários e recém-licenciados, que foram desafiados a apresentar e desenvolver ideias para melhorar a qualidade de vida dos doentes nas áreas de intervenção da Takeda – Cancro do Pulmão, Doença Inflamatória Intestinal e Doenças Hemato-oncológicas. Trata-se da equipa EBIMed, formada por quatro estudantes de Engenharia Biomédica, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, que receberam quatro mil euros para desenvolver o C-MO, um aparelho de monitorização da tosse, que pretende facilitar a monitorização do sintoma e, consequentemente, o diagnóstico dos clínicos.

A iniciativa atribuiu igualmente uma Menção Honrosa ao projeto SPIRO, que se traduz numa APP para facilitar a monitorização da doença pulmonar obstrutiva crónica.

 


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