Estudo apresentado no Fórum D mostra que mais de dois terços da população portuguesa apresentam défice de vitamina D
15/10/2018 13:03:46
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Estudo apresentado no Fórum D mostra que mais de dois terços da população portuguesa apresentam défice de vitamina D

No Fórum D, que decorreu a 13 de outubro, foi apresentado um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, em colaboração com a Nova Medical School. “A Carência de Vitamina D em Portugal” é a primeira análise a nível nacional dos níveis de Vitamina D na população adulta e os dados mostram que 66,6% da população apresenta “deficiência de Vitamina D” e apenas 3,6% apresenta valores considerados “normais”. Os especialistas envolvidos no estudo destacam ainda que 21,2% apresentam “deficiência grave” desta vitamina.

Os Açores são a área geográfica onde a prevalência de níveis de carência de vitamina D são mais acentuados, aproximadamente nove vezes mais frequente que no Algarve.

Outras conclusões da investigação indicam que existem fatores de risco para a grande prevalência desta carência na população portuguesa, relacionados com o estilo de vida. Por outro lado, o inverno, a idade, o género e a área geográfica, fatores não modificáveis, são os principais fatores associados à carência de vitamina D.

Os resultados deste estudo reforçam, ainda, a necessidade de implementação de medidas de Saúde Pública de forma a minimizar esta situação, através da suplementação alimentar.

Para a responsável pela realização do estudo, Dr.ª Cátia Duarte, “o reconhecimento da real “fotografia” da população adulta portuguesa, no que diz respeito à carência em vitamina D torna fundamental debater e implementar medidas que visem minimizar o problema”. A também reumatologista no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC) e membro científico do Fórum, considera que “a sensibilização dos médicos e das famílias é importante, a par com a necessidade de maior atenção por parte das autoridades de saúde”.

A representante do Fórum D defende, ainda, a implementação de várias medidas pelos decisores, nomeadamente “o controlo dos fatores de risco, estimulando um estilo de vida saudável como a prática de exercício, a redução do peso e do tabagismo e uma exposição solar adequada. A alimentação, infelizmente, tem pouco efeito global nos níveis de Vitamina D.” “Outras medidas, como a suplementação podem e devem ser consideradas, particularmente em grupos de risco elevado. Programas de fortificação alimentar já implementados há muitos anos noutros países merecem seguramente consideração, por parte das autoridades de saúde”, acrescenta a especialista.

Os hábitos comportamentais dos portugueses também contribuem para o défice de vitamina D, nomeadamente a escassa exposição solar desprotegida. A obesidade, a inatividade física e o tabagismo estão também associados à carência de vitamina D.


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