Investigadores promovem a aplicação da técnica de espectroscopia Raman na prática clínica
01/10/2018 16:11:17
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Investigadores promovem a aplicação da técnica de espectroscopia Raman na prática clínica

Ainda que apresente vantagens no diagnóstico precoce de diversas patologias, incluindo o cancro, a técnica de espectroscopia Raman é ainda bastante desconhecida e pouco aplicada na prática clínica. Para contrariar esta realidade, mais de 150 investigadores europeus formaram uma rede de colaboração, denominada Raman4Clinics, no âmbito das Ações Cooperação Europeia em Ciência e Tecnologia (COST). Entre eles está uma equipa de cientistas da Unidade de I&D “Química-Física Molecular”, liderada pelo Dr. Luís Batista de Carvalho e pela Dr.ª Maria Paula Marques.

 

Entre 7 e 12 de outubro, vai decorrer, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), a reunião final da Raman4Clinics, da qual fazem parte estes investigadores portugueses.

Durante o encontro, os vários grupos de trabalho vão apresentar e discutir os avanços obtidos nos últimos três anos, bem como o impacto da aplicação da técnica junto dos utilizadores finais, como médicos e doentes, em meio hospitalar. Além de poderem assistir a palestras, os participantes podem ainda participar em sessões práticas “hands-on”.

A espectroscopia de Raman é uma técnica ótica de alta resolução, que através da incidência de radiação (luz) sobre uma qualquer amostra consegue obter informação química em poucos segundos. Ou seja, fornece informação acerca dos compostos presentes na amostra analisada.

É uma técnica “não invasiva, muito útil e vantajosa para a clínica, especialmente para o diagnóstico precoce de múltiplas patologias, nomeadamente doenças infecciosas, vários tipos de cancro de baixo prognóstico e bactérias hospitalares resistentes a antibióticos. Trata-se de uma técnica muito rigorosa que fornece informação imediata. Os doentes não têm assim que aguardar dias ou semanas pelos resultados de biópsias”, explicam os investigadores.

Também revela ser uma ferramenta versátil e vantajosa do ponto de vista económico, podendo ser “muito útil em cirurgias extremamente delicadas”.

Questionados sobre as causas que travam a translação da técnica para a clínica, o Dr. Luís Batista de Carvalho e a Dr.ª Maria Paula Marques alegam “desconhecimento”.

“É preciso quebrar barreiras e explicar aos clínicos que a espectroscopia de Raman evoluiu muito nos últimos anos. Por exemplo, existem atualmente aparelhos de Raman portáteis, muito versáteis para utilizar em ambiente hospitalar e no teatro operatório, e as imagens obtidas são de fácil interpretação”, adiantam.

Neste sentido, a equipa de cientistas está já a idealizar um projeto de investigação pioneiro em Portugal, em parceria com o IPO Coimbra. O Vibs on Cancer visa a aplicação da espectroscopia de Raman em diagnóstico médico, especificamente na deteção precoce de tipos de cancro de baixo prognóstico.

Consulte aqui mais informações.

 


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