Stress, tabagismo e excesso de peso entre as principais causas de doenças cardiovasculares, alerta a SPC
28/09/2018 15:42:30
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Stress, tabagismo e excesso de peso entre as principais causas de doenças cardiovasculares, alerta a SPC

"Sabe que tipo de coração é o seu?" serve de mote à campanha lançada pela Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), a propósito do Dia Mundial do Coração, celebrado a 29 de setembro. Através de um inquérito online, que conta já com mais de mil participantes, é possível perceber, através dos resultados, que o stress, os antecedentes familiares de doença cardiovascular, o tabagismo, o sedentarismo e o excesso de peso ocupam o lugar de topo na lista de fatores de risco para a doença cardiovascular.

 

A iniciativa convida os portugueses a medir o seu fator de risco para a doença cardiovascular, procurando ainda promover uma atitude mais consciente e preventiva, face àquela que é a primeira causa de morte em Portugal. “Teste o seu risco cardiovascular e fique a saber que tipo de coração é o seu” é a mensagem da Sociedade.

O inquérito conclui também que, em média, os portugueses com idades entre os 35 e os 70 anos admitem ter pelo menos três fatores de risco. Os resultados não são, assim, animadores. Ao todo, 53% dos portugueses admitem sofrer de stress e de antecedentes familiares, 48% admitem fumar ou já ter fumado, 47% afirmam que são sedentários e 43% que têm excesso de peso.

Em dez fatores de risco apresentados - antecedentes familiares de doença cardiovascular, tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, má alimentação, excesso de peso, hipertensão arterial, colesterol elevado, stress e diabetes -, o objetivo passou por perceber quais os que cada um dos participantes reconhecia saber ter e consciencializar, simultaneamente, para o impacto do risco cardiovascular para a saúde do coração.

 

Os resultados foram os seguintes:

• Vida stressante - 53%

• Antecedentes familiares de doença cardiovascular: 53%

• Tabagismo - 47%

• Sedentarismo - 46%

• Excesso de Peso - 42%

• Colesterol elevado - 26%

• Hipertensão arterial - 22%

• Má alimentação - 19%

• Diabetes - 8%

• Álcool em excesso - 7%

 

Com estes resultados, a SCP considera que se torna evidente o impacto do estilo de vida para a doença cardiovascular e o efeito que este pode ter no aumento da mortalidade e morbilidade.

“O impacto que um estilo de vida pouco saudável tem na saúde cardiovascular é inegável e é por isso que se torna tão importante combatê-lo”, pode ler-se no comunicado divulgado à comunicação social.

A prevalência da insuficiência cardíaca, que afeta 13% da população portuguesa com idades compreendidas entre os 70 e os 79 anos, é uma das prioridades da Cardiologia nacional e está a aumentar de dia para dia. Se nada for feito no sentido de contrariar esta tendência, em 2030 terá atingido mais 33% pessoas em Portugal.

Aceda aqui ao inquérito.

 


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