Internistas debatem os desafios atuais da insuficiência cardíaca na 1.ª Reunião do NEIC
27/09/2018 15:18:23
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Internistas debatem os desafios atuais da insuficiência cardíaca na 1.ª Reunião do NEIC

A insuficiência cardíaca (IC) é por muitos considerada a epidemia do século XXI, constituindo um problema de saúde que continua a desafiar médicos e doentes. Neste sentido, vai decorrer a 1.ª Reunião do Núcleo de Estudos de Insuficiência Cardíaca (NEIC) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), no próximo dia 29 de setembro, sábado, no Porto, cujo programa vai explorar exatamente esta patologia.

 

“Verificamos, em Portugal e no resto do mundo Ocidental, que, apesar das evoluções terapêuticas, a mortalidade por IC a médio e longo prazo é muito elevada. Para se ter uma ideia, ao fim de cinco anos, cerca de 70% dos doentes que estiveram internados por episódio de IC aguda tiveram um desfecho fatal. Estes números espelham bem a ‘malignidade’ desta condição”, refere o Dr. Paulo Bettencourt, presidente do encontro.

“Atualmente, cerca de 20% dos internamentos em Medicina Interna são por episódios de IC aguda”, acrescenta, reforçando que “todos estes números são factos que nos levam a refletir sobre a necessidade de termos abordagens que modifiquem adicionalmente o percurso sombrio destes doentes”.

Este é um dos objetivos da reunião do NEIC, onde vão ser abordados os avanços registados nos últimos anos, quer em termos de conhecimento, quer em termos de terapêutica, e a organização dos cuidados de saúde. Além disso, vai ser partilhada a experiência de Espanha com programas de IC.

O diagnóstico é outra das questões em destaque no encontro, uma vez que, como explica o Dr. Paulo Bettencourt, “em cerca de um terço das situações, o diagnóstico pode ser complexo. De facto, os sintomas e sinais de insuficiência cardíaca são partilhados por outras doenças, como a doença respiratória crónica, factos que podem dificultar a sua identificação”. Esta torna-se, por isso, defende o especialista, “o primeiro passo que necessita de ser robusto, para que possamos desenvolver as estratégias de abordagem para identificar a causa e planear o tratamento”.

Tendo em conta que são cada vez mais os doentes com vários problemas em simultâneo, este torna-se “um aspeto desafiante na IC”. Aqui, os doentes são sobretudo pessoas com mais idade, explica o médico, “padecendo de diversas outras patologias, como DPOC, diabetes, insuficiência renal e anemia, sendo que a maioria tem mais de duas comorbilidades associadas. Estes aspetos levantam problemas específicos a cada doente na sua abordagem, quer no que concerne ao seu percurso, quer na estratégia terapêutica”.

É por isso que os internistas, “ao terem um conhecimento privilegiado na abordagem do doente com pluripatologias, têm o potencial de se colocar como intervenientes relevantes na abordagem destes doentes”. 

 


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