Pembrolizumab em monoterapia atinge endpoint primário e melhora OS enquanto terapêutica de primeira linha em doentes com cancro da cabeça e pescoço com PD-L1 (CPS≥20)
20/08/2018 18:00:38
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Pembrolizumab em monoterapia atinge endpoint primário e melhora OS enquanto terapêutica de primeira linha em doentes com cancro da cabeça e pescoço com PD-L1 (CPS≥20)

Estudo de fase III KEYNOTE-048 que avalia pembrolizumab em monoterapia no tratamento em primeira linha do cancro da cabeça e pescoço recorrente ou metastático (R/M HNSCC) atingiu o endpoint primário de sobrevivência global (OS) em doentes cujos tumores expressaram PD-L1 com uma marcação combinada positiva (CPS) ≥20. O anúncio foi feito pela MSD.

Com base numa análise interina conduzida pelo Comité de Monitorização de Dados (DMC), a monoterapia com pembrolizumab nestes doentes resultou numa OS significativamente superior em comparação com cetuximab em combinação com quimioterapia com platina (cisplatina ou carboplatina) mais 5-fluorouracil (5-FU), o padrão atual de tratamento de primeira linha para o cancro da cabeça e pescoço.

No momento da análise interina, o endpoint primário duplo de sobrevivência livre de progressão (PFS) para doentes cujos tumores expressaram PD-L1 (CPS≥20) não havia sido atingido. O perfil de segurança de pembrolizumab neste ensaio foi consistente com o observado em estudos anteriores envolvendo doentes com cancro da cabeça e pescoço. Os resultados vão ser apresentados numa próxima reunião médica e submetidos às autoridades regulamentares em todo o mundo.

Com base na recomendação do DMC, o estudo continuará sem alterações para avaliar o tratamento com pembrolizumab em monoterapia e pembrolizumab em combinação com quimioterapia contendo platina (cisplatina ou carboplatina) mais 5-FU.

"Esta análise interina do estudo KEYNOTE-048 mostrou que pembrolizumab em monoterapia tem o potencial de ajudar doentes com cancro da cabeça e pescoço cujos tumores expressam altos níveis de PD-L1", afirma o Dr. Roy Baynes, vice-presidente sénior, diretor médico e chefe do desenvolvimento clínico global no MSD Research Laboratories.

“Estamos ansiosos para apresentar estes resultados do estudo KEYNOTE-048 numa reunião médica e agradecemos aos investigadores e doentes o seu envolvimento contínuo neste importante estudo”, acrescenta o especialista.


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